Dor no cotovelo após treino? Entenda causas e como evitar o problema

Estudos mostram que excesso de carga, movimentos repetitivos e falhas de execução aumentam a sobrecarga nos tendões do cotovelo

Por Helena Saigh 25 Maio 2026, 20h00 | Atualizado em 29 Maio 2026, 14h11
Jovem mulher com faixa e munhequeiras brancas, vestindo regata preta, expressa dor intensa, segurando o braço esquerdo com a mão direita, em fundo branco
Dor persistente na articulação depois do treino não deve ser ignorada, principalmente quando limita movimentos. (stockking/Freepik)
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Treinar braço pesado e sair da academia com o músculo queimando pode até parecer parte do processo. Já sentir dor no cotovelo é outra história.

 

 

Um leve desconforto muscular depois do treino pode acontecer. Mas dores persistentes, pontadas na articulação ou incômodos localizados no cotovelo normalmente indicam excesso de sobrecarga, falhas de execução ou irritação nos tendões da região.

O cotovelo participa de quase todo treino de superiores

Supino, remada, puxada, tríceps, desenvolvimento e rosca direta exigem bastante da articulação.

Por isso, aumentos bruscos de carga, excesso de volume e movimentos repetitivos acabam sobrecarregando os tendões do cotovelo com facilidade.

Uma revisão publicada no British Journal of Sports Medicine mostrou que tendões respondem mal a aumentos rápidos de carga e recuperação insuficiente, principalmente em exercícios repetitivos de empurrar e puxar.

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Nem toda dor significa lesão grave

Segundo estudos publicados no Sports Health, dores no cotovelo relacionadas ao treino costumam aparecer primeiro como sobrecarga tendínea antes de evoluírem para lesões mais sérias.

Ou seja: o corpo normalmente dá sinais antes do problema piorar.

A técnica influencia mais do que muita gente imagina

Movimentos compensados aparecem entre as causas mais comuns de dor.

No tríceps, abrir demais os cotovelos aumenta o estresse articular. Já em exercícios de bíceps, usar impulso excessivo ou apertar demais a pegada também pode irritar os tendões.

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Além disso, uma revisão publicada no Journal of Strength and Conditioning Research mostrou que movimentos descontrolados, principalmente na fase de descida, aumentam significativamente o estresse sobre articulações e tendões dos membros superiores.

A epicondilite também pode aparecer na academia

Conhecida como “cotovelo de tenista” ou “cotovelo de golfista”, a epicondilite não aparece só em esportes de raquete.

Ela também é comum em pessoas que treinam superiores com excesso de carga, execução inadequada ou pouco tempo de recuperação entre sessões.

O que fazer quando o cotovelo começa a doer

Na maioria dos casos, reduzir temporariamente a carga já ajuda bastante a diminuir a tensão nos tecidos. Além disso, controlar melhor a execução e evitar movimentos bruscos costuma aliviar o estresse na articulação.

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Uma revisão publicada no Sports Health aponta que fortalecimento progressivo e controle de carga estão entre as estratégias mais eficientes para recuperação de dores tendíneas relacionadas ao treino.

Quando a dor merece mais atenção

Se o desconforto durar vários dias, piorar com movimentos simples ou vier acompanhado de formigamento, perda de força, inchaço ou sensação de instabilidade, o ideal é procurar um ortopedista ou médico do esporte.

Nesses casos, pode existir irritação mais importante dos tendões, ligamentos ou estruturas articulares

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