Treino na menopausa: estratégias para manter a força e a saúde

Na menopausa, o treino precisa se adaptar às mudanças hormonais e metabólicas do corpo

Por Helena Saigh 6 Maio 2026, 20h00 | Atualizado em 7 Maio 2026, 17h31
Mulher idosa de cabelos grisalhos e camiseta branca, com expressão séria, segurando um halter azul de 2kg na mão direita, em frente a uma parede clara
Força, recuperação e mobilidade passam a ter papel ainda mais importante nessa fase. (freepik/Freepik)
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A menopausa muda o corpo e, com isso, o treino também precisa mudar. A queda do estrogênio impacta massa muscular, densidade óssea, recuperação, metabolismo e até disposição física. Por isso, insistir exatamente na mesma rotina de antes nem sempre é a estratégia mais eficiente.

Uma revisão publicada no The Lancet Diabetes & Endocrinology aponta que o exercício físico é uma das ferramentas mais importantes para reduzir os impactos metabólicos e cardiovasculares da menopausa.

A musculação passa a ser prioridade

Uma das principais adaptações nessa fase é aumentar o foco no treino de força.

De acordo com a médica ginecologista, Dra. Caroline Alonso, a musculação é indispensável para preservar e recuperar massa muscular, fortalecer os ossos e reduzir o risco de osteoporose e fraturas.

Isso acontece porque a perda de estrogênio acelera a redução de massa muscular e densidade óssea. Um estudo publicado no Journal of Bone and Mineral Research mostrou que o treinamento resistido ajuda a preservar a densidade mineral óssea em mulheres após a menopausa.

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Além disso, uma revisão no Sports Medicine aponta que o treino de força melhora funcionalidade, equilíbrio e composição corporal nessa fase.

O descanso deixa de ser detalhe

Outra adaptação importante é respeitar mais a recuperação. Alterações hormonais podem impactar sono, fadiga e recuperação muscular.

Um estudo publicado no Menopause mostrou que mulheres na pós-menopausa apresentam maior percepção de fadiga e recuperação mais lenta após exercícios intensos.

Na prática, isso pode significar reduzir excesso de volume, evitar muitos treinos intensos seguidos e prestar mais atenção aos sinais do corpo.

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O cardio muda de função

O exercício aeróbico continua importante, mas o objetivo vai além do emagrecimento. Caminhada, bicicleta, dança e corrida leve ajudam principalmente na saúde cardiovascular e no controle da gordura visceral, que tende a aumentar após a menopausa.

Uma revisão publicada no Menopause Journal mostrou que exercícios aeróbicos ajudam a melhorar sensibilidade à insulina, pressão arterial e saúde cardiometabólica em mulheres nessa fase.

Mobilidade e equilíbrio ganham espaço

Treinos como pilates, yoga e exercícios de mobilidade passam a ter papel mais estratégico. Segundo a Dra. Caroline, essas modalidades ajudam na flexibilidade, no equilíbrio e na prevenção de quedas, além de contribuírem para a qualidade de vida.

Um estudo publicado no Journal of Aging and Physical Activity mostrou que exercícios focados em equilíbrio e mobilidade reduzem risco de quedas e melhoram estabilidade em mulheres após a menopausa.

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O treino acompanha as mudanças hormonais

Segundo a Dra. Eliana Teixeira, médica pós-graduada em endocrinologia e nutrologia, a prática regular de exercícios também ajuda a reduzir gordura visceral, preservar músculos e ossos, melhorar o metabolismo, regular o sono e diminuir sintomas como ondas de calor.

Além disso, exercícios físicos aumentam a liberação de endorfina e dopamina, ajudando no humor e na ansiedade, sintomas frequentes nessa fase.

Adaptar não significa pegar mais leve

A menopausa não exige abandonar intensidade ou deixar de evoluir no treino!

Na prática, adaptar significa reorganizar prioridades: mais força, mais recuperação, mais mobilidade e uma estratégia mais alinhada ao novo momento do corpo.

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