Pilates desenvolve força suficiente para gerar mudanças musculares?
Entenda como o pilates estimula o fortalecimento e o ganho de massa muscular e quais são suas diferenças em relação à musculação
O pilates costuma ser associado à melhora da postura, da flexibilidade e da mobilidade. Mas quem pratica a modalidade também precisa lidar com exercícios que exigem força, equilíbrio e resistência muscular. Diante disso, surge uma dúvida: esses estímulos são suficientes para provocar mudanças nos músculos?
A resposta depende do tipo de resultado esperado. Embora o pilates possa contribuir para o fortalecimento e até para o ganho de massa muscular, seus efeitos não são necessariamente os mesmos de um treinamento de musculação voltado à hipertrofia.
Como o pilates trabalha os músculos?
Diferentemente do que muita gente imagina, o pilates não se resume a alongamentos. Os exercícios exigem contrações musculares para sustentar posições, controlar movimentos e vencer resistências, seja com o peso do próprio corpo ou com as molas dos aparelhos.
“O Pilates trabalha o corpo de forma integrada combinando força, mobilidade, equilíbrio e flexibilidade. Mais do que apenas um treino, o método desenvolve consciência corporal e qualidade de movimento”, explica Maisa do Carmo, fisioterapeuta e professora de Mat Pilates no Gangga Wellness Club.
Um dos principais focos da modalidade é o core, região que envolve os músculos do abdômen, da lombar e da pelve. O fortalecimento dessa musculatura contribui para a estabilidade do tronco e o controle dos movimentos, tanto durante os exercícios quanto nas atividades cotidianas.
Pilates pode gerar hipertrofia?
Sim, o pilates pode estimular o desenvolvimento muscular, especialmente em pessoas sedentárias ou que estão começando a praticar exercícios de força. Entretanto, o ganho de massa depende da intensidade do estímulo e da possibilidade de aumentar a dificuldade dos movimentos ao longo do tempo.
“No mat pilates os exercícios usam o peso do próprio corpo ou acessórios e exigem bastante controle e resistência muscular. Quando o músculo trabalha em uma maior amplitude, o estímulo muscular costuma ser mais completo, o que fortalece os músculos profundamente e estimula o ganho de massa muscular”, conta a profissional.
A resistência das molas, o peso corporal e as diferentes posições permitem aumentar a exigência muscular. Ainda assim, não é correto afirmar que o pilates produz músculos mais longos ou um tipo diferente de hipertrofia. As mudanças na massa muscular dependem do estímulo oferecido, e não apenas da modalidade escolhida.
Pilates ou musculação: qual é melhor para ganhar músculos?
As duas atividades podem desenvolver força, mas apresentam diferenças na maneira como o treinamento costuma ser organizado.
Na musculação, é possível controlar e aumentar as cargas de forma mais específica, o que facilita a aplicação da sobrecarga progressiva, importante para o crescimento muscular. “A musculação foca majoritariamente em exercícios mais isolados e uso de cargas altas com foco na falha muscular, para ganho de massa muscular, hipertrofia e força”, destaca Maisa.
Já o pilates reúne exercícios de fortalecimento, mobilidade, estabilidade e controle corporal em uma mesma sessão. “Ou seja, um corpo forte, funcional e equilibrado. Se o objetivo principal é hipertrofia e grande ganho de massa muscular, a musculação tende a ser mais eficiente”, pontua.
Isso não significa que seja necessário escolher apenas uma das modalidades. A combinação pode ser interessante para quem deseja desenvolver força e massa muscular sem deixar de trabalhar outras capacidades físicas.
“Enquanto o pilates trabalha mobilidade, postura, tonificação muscular profunda, estabilidade do core e consciência corporal, a musculação desenvolve força e massa muscular. Essa combinação desenvolve um corpo mais equilibrado, forte, com movimentos conscientes e ainda ajuda a prevenir lesões”, finaliza a professora.





