Ovários policísticos e atividade física: o que muda?

Mulheres com SOP podem ter menos motivação para fazerem exercícios físicos, porém, ele é essencial para a manutenção dessa condição de saúde

Por Marcela De Mingo 8 nov 2022, 08h00 | Atualizado em 21 out 2024, 16h32
ovários policísticos e treinos
 (EKATERINA BOLOVTSOVA / Pexels/Divulgação)
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A síndrome dos ovários policísticos é uma condição que mexe com muitos aspectos da vida de uma mulher. Além de interferir na saúde da pele e dos cabelos, é bem comum ela afetar a rotina de treinos dessas mulheres. 

Sim, é isso mesmo. Apesar dos hormônios masculinos, como testosterona, estarem conectados com o aumento de disposição, energia, e até de libido, é bem comum mulheres com SOP sentirem uma variação grande na disposição – mesmo com a alta desses hormônios no organismo. 

SÍNDROME DE OVÁRIOS POLICÍSTICOS E ATIVIDADE FÍSICA

Segundo a

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Dra. Tassiane Alvarenga, endocrinologista e metabologista pela SBEM, é comum mulheres com SOP apresentarem risco aumentado de ansiedade moderada a grave, sintomas de depressão e até transtornos alimentares. 

Além disso, muitas vezes, por estarem acima do peso, têm dificuldades em relação a sua autoestima e também autoconfiança. Resultado? A prática de exercícios físicos fica em último lugar na sua lista de prioridades. 

“Desta forma só existe um lugar para o médico, ao lado destas pacientes, encorajando-as na busca de um estilo de vida melhor”, explica. 

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EXERCÍCIOS FÍSICOS PARA MULHERES COM SOP

Com isso em mente, é interessante contar com a ajuda de uma equipe multidisciplinar para tratar dessa condição de saúde da melhor forma possível. E isso pode passar pela avaliação de um profissional de educação física, que vai montar um treino com base nas necessidades do corpo com SOP. 

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“A prática regular de exercício físico em mulheres com SOP tem demonstrado resultados positivos na composição corporal (perda de gordura visceral que é a gordura ruim, aquela gordura que fica localizada na região abdominal e redução da circunferência abdominal), parâmetros metabólicos (glicemia, colesterol, ‘gordura no fígado’), cardiovasculares e hormonais, além da função reprodutiva (maior chance de ovulação e gravidez)”, explica a Dra. Tassiane.

Por isso, ela explica que, nesses casos, a atividade física não deve ser uma sugestão ou uma orientação, mas uma prescrição médica. Além disso, vale lembrar que a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda a prática de atividade física 150 minutos por semana, e o ideal é combinar exercícios aeróbicos, como a caminhada, a bicicleta ou a dança, com outros de resistência, como a musculação, o pilates ou os treinos de força. 

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“O tecido muscular é rico em receptores de insulina. Por auxiliar o organismo com essa regulação, a atividade física estabiliza os níveis de insulina e ajuda a controlar o peso, o excesso de pelos, a queda de cabelo e a regularizar os ciclos menstruais”, explica. 

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