Mito ou verdade: A massa muscular aumenta o gasto calórico diário?

A relação entre massa muscular, metabolismo e gasto energético vai além do número mostrado na balança

Por Helena Saigh 26 ago 2026, 18h00 | Atualizado em 3 set 2026, 12h22
Mulher de cabelos ruivos cacheados, vestindo top esportivo cinza e calça legging estampada, segura uma barra preta acima da cabeça, sorrindo e olhando para baixo, em um ambiente de academia
Músculos e gordura apresentam demandas energéticas diferentes, inclusive quando o corpo está em repouso. (senivpetro/Magnific)
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Duas pessoas com o mesmo peso podem ter proporções bastante diferentes de músculos e gordura. Mas será que essa diferença interfere também na quantidade de energia que o organismo utiliza ao longo do dia?

Para chegar à resposta, é preciso considerar que cada tecido do corpo demanda uma quantidade diferente de energia para se manter, inclusive quando estamos em repouso.

Quanto o músculo realmente gasta?

O músculo esquelético é um tecido metabolicamente ativo, o que significa que precisa de energia para manter suas funções mesmo quando não estamos nos exercitando.

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Uma referência clássica sobre o tema, “Organ and tissue contribution to metabolic rate”, estimou que 1 kg de músculo esquelético consome cerca de 13 kcal por dia em repouso, enquanto 1 kg de tecido adiposo utiliza aproximadamente 4,5 kcal.

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Então, é mito ou verdade?

É um mito! Considerando outros fatores semelhantes, uma quantidade maior de massa muscular tende a contribuir para um gasto energético de repouso mais elevado, e não menor.

Isso não significa, porém, que ganhar músculos transforme o metabolismo de maneira gigantesca. Cinco quilos adicionais de massa muscular, usando a estimativa de 13 kcal por quilo, representariam aproximadamente 65 kcal a mais por dia em repouso.

E durante o exercício?

A massa muscular também participa do gasto energético durante a atividade física. Quanto mais tecido muscular é recrutado e maior a intensidade e a duração do esforço, maior pode ser a demanda energética.

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Após exercícios intensos, ainda pode ocorrer um aumento temporário do consumo de oxigênio, fenômeno conhecido como EPOC (Excess Post-Exercise Oxygen Consumption), enquanto o organismo retorna às condições anteriores ao esforço.

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Ou seja, a quantidade de músculos é uma das variáveis que entram na conta do gasto energético, mas está longe de ser a única. Idade, tamanho corporal, nível de atividade física e outros fatores também influenciam o metabolismo.

É possível ganhar massa muscular com treino funcional?

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