Assimetria de força: por que um lado do corpo pode ser mais forte que o outro?

Descubra por que um lado do seu corpo pode ser mais forte e como treinar de forma equilibrada para evitar lesões

Por Maraísa Bueno 3 set 2026, 22h00
Mulher loira, de perfil, com abdômen definido, usando top e shorts pretos, luva de academia na mão direita e segurando um halter cromado na mão esquerda, em fundo cinza
Fisioterapeuta explica o que pode causar desequilíbrios de força e quando é preciso ficar atento à diferença entre os lados. (diana-grytsku/Magnific)
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Você já reparou que um braço consegue levantar determinado peso com mais facilidade que o outro durante a musculação? Ou até mesmo que uma perna parece ter mais estabilidade e força que a outra enquanto executa os exercícios? Pois é, essas diferenças entre os lados direito e esquerdo podem acontecer, mesmo se você treina regularmente e elas estão relacionadas a diversos fatores.

Quem explica sobre esse assunto é o Dr. Matheus Teixeira dos Santos, professor de Fisioterapia da Faculdade Anhanguera. Segundo ele, o corpo humano não é perfeitamente simétrico. A preferência por um dos lados para realizar tarefas cotidianas, experiências esportivas anteriores e até a forma como determinados movimentos são executados podem contribuir para diferenças de força e coordenação.

É natural termos um lado dominante e utilizá-lo com mais frequência em atividades do dia a dia. O problema é quando essa diferença se torna muito acentuada, interfere na execução dos exercícios, provoca compensações ou vem acompanhada de dor”, explica.

3 pontos importantes sobre a diferença de força entre os lados do corpo

1

Dominância pode influenciar

Ser destro ou canhoto não interfere apenas na mão utilizada para escrever. Ao longo da vida, a preferência por um dos lados pode fazer com que determinados músculos sejam mais recrutados em atividades cotidianas e esportivas.

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“Isso não significa, porém, que toda diferença de força seja explicada apenas pela dominância. Histórico de lesões, períodos de imobilização, características individuais e padrões de movimento também podem influenciar”, pontua o profissional.

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2

Exercícios unilaterais podem ajudar

Movimentos realizados com um lado de cada vez, como exercícios unilaterais para braços ou pernas, podem ajudar a perceber diferenças que passam despercebidas em exercícios realizados com os dois lados simultaneamente.

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Dr. Matheus esclarece que, nesses casos, é importante priorizar a execução correta do movimento e evitar simplesmente aumentar a carga do lado considerado mais fraco na tentativa de igualar rapidamente a força.

3

Compensações merecem atenção

Quando existe uma diferença importante entre os lados, o corpo pode buscar estratégias para completar determinado movimento. Inclinar o tronco, alterar a posição do quadril ou sobrecarregar outra articulação são exemplos de compensações que podem aparecer durante o treino.

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“Se a pessoa percebe que precisa modificar muito o movimento para executar um exercício ou que um lado apresenta dificuldade significativamente maior, vale investigar o motivo. Aumentar peso sem corrigir o padrão pode reforçar essas compensações”, orienta o fisioterapeuta.

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Quando procurar por uma avaliação profissional?

Diferenças discretas entre os lados não significam necessariamente que exista um problema. Entretanto, dor, perda repentina de força, limitação de movimento, sensação frequente de instabilidade ou uma assimetria que prejudica atividades do dia a dia merecem atenção.

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Nessas situações, a avaliação de um profissional pode ajudar a identificar a origem da diferença e orientar exercícios de acordo com as necessidades individuais.

“Mais importante do que buscar uma simetria perfeita é observar como o corpo responde aos movimentos. O treino deve permitir uma evolução segura, respeitando as características de cada pessoa e evitando compensações que possam gerar sobrecarga”, finaliza.

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