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Sexualidade Positiva

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Chris Marcello é publicitária (UAM), pós-graduada em Administração de Empresas (FAAP) e em Educação Sexual (UNISAL). Palestrante, escritora e empresária, idealizadora das marcas: ItSophie e LovePlan.

Sexualidade e Câncer de Mama: Desafios e Conexão

Por Chris Marcello 2 fev 2025, 16h00 | Atualizado em 5 jun 2026, 06h08
câncer de mama e sexualidade
O câncer de mama e a sexualidade feminina | (Anastasia Kazakova/Freepik)
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Sexualidade e Câncer de Mama: Desafios e Conexão Priorizar nos meus resultados Google

Eu nunca pensei em fazer parte da estatística de novos casos de câncer de mama, mas em 2021 fui diagnosticada e hoje estou caminhando para o meu terceiro ano de remissão.

O diagnóstico não afeta apenas a nós, mas envolve toda a família, contexto social e grupo de amigos. A forma como cada uma percebe e lida com a doença e sua nova imagem dependerá de seu repertório emocional, psíquico e, principalmente, de sua rede de apoio. Portanto, o enfrentamento é muito único, e o acompanhamento terapêutico é fundamental para a manutenção da saúde mental.

Estudos indicam que cerca de 66% das mulheres sexualmente ativas interrompem suas atividades sexuais durante o tratamento e a retomada é sempre desafiadora, o que é muito natural, devido a tantas mudanças.

Posso dizer que, mesmo sendo sexóloga, sabendo dos benefícios do sexo, do orgasmo, para a minha vida e conexão com meu marido, nós ficamos bem adormecidos nesse território durante o tratamento, focando nossa energia para a cura.

Mas vamos entender também que a sexualidade é muito além do sexo, significa antes de tudo, “estar lá”, apoiando, acolhendo, promovendo momentos de intimidade, mesmo sem sexo, e isto nunca abrimos mão, o que me ajudou muito a me sentir segura, amada e acolhida.

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Infelizmente, isso chega a ser um privilégio, já que 70% das mulheres diagnosticadas com câncer de mama são abandonadas por seus parceiros. É isso mesmo, 70%! Esse abandono pode ter um impacto significativo no bem-estar emocional das pacientes e na eficácia do tratamento.

A doença traz muitas disfunções sexuais como secura vaginal, redução da libido, dificuldade de atingir o orgasmo e dor durante a relação sexual (dispareunia), e é imprescindível que esta parceria tenha consciência de todas estas questões e seja paciente, não se tornando mais um desafio para esta mulher, já tão vulnerável, neste momento.

30% das mulheres mastectomizadas sofrem com depressão, uma vez que a retirada dos seios é um evento traumático que afeta demais a sua autoimagem, autoestima e a percepção de não ser mais atraente para o outro, pois a mama carrega simbolicamente muito da feminilidade da mulher.

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Para as que fazem a cirurgia, sem a retirada do seio, perde-se a sensibilidade, e você sabia que 70% das mulheres iniciam a sua jornada de prazer pelo estímulo dos mamilos? E logicamente, a falta de sensibilidade também afetará a conexão dela consigo mesma e na relação com o outro.

Dicas para retomar a intimidade

Aceitar a nova condição e buscar profissionais de saúde

Médicos, psicólogos, terapeutas sexuais, fisioterapeutas pélvicas podem oferecer suporte e orientação para melhorar a qualidade de vida.

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Conversas abertas e honestas com sua parceria

Juntos, vocês podem busca recursos para driblar a nova condição. Sex toys, hidratante vaginal, lubrificantes à base de água… sem medo de explorar novas experiências e sensações.

Se não estiver em um relacionamento, lembrar que investir na sexualidade também faz parte do autoconhecimento e autocuidado.

Fazer exercícios físicos

Um estilo de vida ativo ajuda a manter a energia e liberar hormônios do bem que podem contribuir também para a qualidade da vida sexual.

Segundo relatório do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de mama continua sendo uma das principais causas de morte entre as mulheres no Brasil.

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Dados de 2023 registraram aproximadamente 73.610 novos casos de câncer de mama e, por isso, é tão necessário prevenirmos: falando e estando atentas com as mulheres à nossa volta, com acompanhamento médico, mamografia e exames periódicos. Cada uma de nós, nesta causa, pode ser uma agente de prevenção. Você está em dia com seus exames?

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