Treinamento diário: quando a falta de descanso se torna um problema?

Descanso faz parte do treino e é essencial para recuperação muscular

Por Helena Saigh 17 abr 2026, 18h00 | Atualizado em 22 abr 2026, 14h43
Descanso no treino
Treinar sem pausa pode comprometer resultados e aumentar o risco de lesão. (standret/Freepik)
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Treinar com frequência é importante, mas isso não significa que mais é sempre melhor. Quando o descanso é ignorado, o próprio treino pode começar a jogar contra seus resultados.

“O treino intenso é apenas uma parte da equação quando o assunto é hipertrofia. O verdadeiro crescimento muscular acontece fora da academia, durante os períodos de descanso”, pontua Eduardo Netto, diretor técnico da Bodytech Company.

O que acontece quando você não descansa

Durante o treino, o músculo sofre microlesões. É no período de recuperação que o corpo repara essas fibras e promove o crescimento muscular.

Sem descanso adequado, esse processo fica incompleto. Com o tempo, isso pode levar à queda de desempenho, fadiga acumulada e até maior risco de lesões.

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Existe um tempo ideal de descanso?

Sim, e ele varia de acordo com o tipo de treino.

De acordo com recomendações da National Academy of Sports Medicine e do American College of Sports Medicine, cada grupo muscular deve descansar entre 48 e 72 horas antes de ser novamente estimulado.

Esse intervalo permite que o corpo recupere a musculatura e se adapte ao estímulo do treino.

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Qual é o tempo certo de descanso entre as séries?

Treinar todo dia é errado?

Não necessariamente.

O problema não está na frequência, mas na forma como o treino é organizado. É possível treinar todos os dias desde que haja alternância de grupos musculares, intensidade controlada e dias mais leves.

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Por outro lado, repetir estímulos intensos para o mesmo grupo muscular sem recuperação adequada tende a prejudicar os resultados.

Sinais de que o corpo precisa de pausa

O corpo costuma dar sinais quando o descanso não está suficiente. Queda de rendimento, dores persistentes, cansaço excessivo e dificuldade de recuperação são alguns dos principais.

Em alguns casos, pode ocorrer até overtraining, um estado de estresse crônico associado à piora da performance.

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