Treino em jejum: o que a ciência revela sobre seus efeitos

Estratégia pode colocar em risco a saúde e desencadear até mesmo desmaios em alguns casos. Saiba mais!

Por Juliany Rodrigues 25 fev 2026, 14h00 | Atualizado em 2 mar 2026, 14h39
treinar em jejum
Treinar em jejum faz sentido? O que a ciência diz | (freepik/Freepik)
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Quem nunca ouviu falar que treinar em jejum emagrece mais? Muitas pessoas optam por essa estratégia com a intenção de potencializar a queima de gordura, porém a ciência mostra que a história não é tão simples assim.

Treinar em jejum é uma prática que tem seus riscos e que pode colocar a saúde em perigo. Entre os problemas que podem surgir devido a esse hábito estão queda de pressão, tontura, fraqueza, fadiga precoce e até mesmo desmaios.

A combinação entre treino em jejum pode não valer a pena e nem ser indicada para todo mundo. A seguir, veja o que dizem alguns estudos sobre a abordagem!

Treinar em jejum emagrece mais?

Uma pesquisa divulgada em 2016 no Journal of the International Society of Sports Nutrition apontou que treinar em jejum aumenta a oxidação de gordura, porém o efeito na perda de peso geral pode ser semelhante ao treinamento em estado alimentado quando o déficit calórico é controlado.

“Na literatura científica, não há evidências robustas que indiquem que treinar em jejum seja mais eficaz para a perda de gordura visceral ou subcutânea especificamente”, comenta Stefan Gleissner, personal trainer e coordenador de musculação na Bodytech Eldorado.

“A perda de gordura corporal total está mais ligada ao balanço energético geral do que ao estado alimentado ou de jejum durante a atividade física”, revela Gleissner.

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Diversos outros artigos sinalizam que o emagrecimento saudável e sustentável deve envolver fatores relacionados a um estilo de vida equilibrado, como a prática regular de atividades físicas, uma dieta balanceada e os cuidados com a saúde mental.

“O importante é entender que, se a pessoa vai emagrecer ou não, depende do contexto. Muito mais que o período em jejum, o momento alimentado deve ser estratégico”, destaca o o nutricionista Ney Felipe Fernandes, Mestre em Biologia Celular e Molecular pela UFPR.

Quais os riscos do treino em jejum?

Segundo Priscilla Martins, mestre em Endocrinologia pela UFRJ, existem casos nos quais o treino em jejum pode atrapalhar a hipertrofia dos músculos.

“A estratégia envolve a possibilidade de catabolismo muscular, quando o corpo, sem nutrientes suficientes, começa a usar a musculatura como fonte de energia”, explica Martins.

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Além disso, é importante destacar que treinar em jejum pode trazer impactos negativos ao desempenho físico, levando à fadiga precoce e a diminuição da resistência e da força. A longo prazo, isso pode comprometer significativamente os resultados.

Um estudo da Sports Medicine mostrou que o treinamento em jejum pode reduzir o desempenho em atividades de resistência e força, principalmente em exercícios com duração superior a 60 minutos.

É preciso ficar alerta ao apresentar sintomas como sensação de desmaio, hipoglicemia, perda de foco, náusea, irritabilidade e dores de cabeça.

Pessoas com hipoglicemia ou diabetes descontrolado, indivíduos com doenças crônicas ou histórico de distúrbios alimentares, grávidas, lactantes, atletas de alta performance e crianças fazem parte do grupo que deve evitar o treino em jejum.

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“Pessoas extremamente sedentárias e aquelas que esporadicamente realizam algum tipo de atividade física também devem ficar longe dessa prática”, completa Fernandes.

“O acompanhamento de um médico ou nutricionista é fundamental para garantir a segurança da abordagem. A palavra-chave é a individualização”, finaliza a endocrinologista Priscilla.

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Treinar em jejum emagrece mesmo? O que é mito e o que é verdade

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