Hipertrofia e agilidade: ganhar músculos pode deixar você mais lento?
Massa muscular e agilidade podem coexistir. Descubra como seu treino impacta a performance e encontre o equilíbrio ideal para seus objetivos
Para quem tem o objetivo na academia de ganhar massa muscular, a musculação é essencial para alcançar esse objetivo. Porém, se você tem esse foco e também treina outras modalidades como corrida ou atividades que exigem velocidade, há uma dúvida: será que a hipertrofia te deixa mais lento?
Para Cacá Ferreira, gerente técnico corporativo da Companhia Athletica, hipertrofia e agilidade não são características necessariamente excludentes. O ponto central está em entender para que o corpo está sendo treinado e quais capacidades físicas são mais importantes para aquela atividade.
“A hipertrofia é uma adaptação ao estímulo que você está dando para o seu corpo. Existem estímulos de treinamento que têm como consequência um maior aumento de hipertrofia e outros, um menor grau”, explica.
Mais músculos significam menos agilidade?
Não necessariamente. Uma pessoa pode apresentar um bom nível de hipertrofia e, ao mesmo tempo, ser ágil. Porém, quando há uma grande massa muscular para ser deslocada em movimentos de alta velocidade, acelerações e mudanças de direção, a exigência física e energética também pode aumentar.
“É possível uma pessoa ter um ótimo grau de hipertrofia e ser ágil. O que determina o grau dessa hipertrofia e a necessidade de agilidade é a tarefa específica, aquilo que a pessoa faz, quer competir ou precisa desempenhar”, afirma o especialista.
É justamente por isso que pessoas com objetivos e atividades diferentes podem precisar de composições corporais distintas. Um treino voltado prioritariamente à estética pode buscar maior desenvolvimento muscular, enquanto um programa direcionado ao desempenho precisa equilibrar força, potência, velocidade, resistência e composição corporal.
Existe uma quantidade de músculos ideal?
Mais do que buscar o máximo de massa muscular possível, o treinamento pode ser pensado para encontrar uma relação adequada entre massa muscular, força e potência para aquilo que a pessoa deseja fazer.
“Para cada tipo de tarefa existe uma relação ótima entre massa muscular, potência e força para que ela seja realizada com eficiência”, explica Ferreira.
Isso significa que o melhor resultado não é necessariamente ter mais músculos, mais força ou mais velocidade isoladamente. O objetivo é desenvolver essas capacidades na proporção necessária para a atividade praticada.
Lembre-se: o treino precisa acompanhar o seu objetivo
É nesse equilíbrio que entra também a atuação do profissional de Educação Física. De acordo com Ferreira, uma das funções desse acompanhamento é justamente identificar quais capacidades precisam ser priorizadas para que a pessoa alcance seu objetivo sem exigir do corpo mais energia do que o necessário.
“Esse é um dos papéis do profissional de Educação Física: ajudar a pessoa a encontrar esse ponto para exercer determinada função da melhor maneira possível, com o menor gasto energético e o maior desempenho possível”, afirma.
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