Descubra como hábitos pós-treino podem afetar seu progresso na academia
Descubra os 7 erros comuns pós-treino que comprometem sua recuperação muscular, ganho de massa e emagrecimento.
Nem tudo que compromete o shape acontece durante o exercício: escolhas feitas logo depois do treino também podem interferir na recuperação muscular.
Depois de horas na academia, cuidando de carga, técnica e frequência cardíaca, muitas pessoas se esquecem justamente da etapa que pode fazer diferença para que todo aquele esforço se converta em resultado: a recuperação.
De acordo com o médico nutrólogo Renato Lobo, alguns hábitos podem parecer inofensivos, mas, na prática, atrapalham a recuperação, dificultam o ganho de massa magra e comprometem o emagrecimento. Conheça os principais a seguir!
Hábitos pós-treino que atrapalham seus resultados sem você perceber
1
Consumo inadequado de proteína
Um dos deslizes mais frequentes é deixar a proteína de lado ou consumir uma quantidade insuficiente após o treino.
“Depois do exercício, o organismo precisa de proteína para dar suporte aos processos de reparação e construção muscular. Por isso, deixar de fazer uma refeição adequada e concentrar a maior parte da proteína em outros momentos do dia não é uma boa estratégia”, explica o especialista, que é pós-graduado em nutrologia pela ABRAN – Associação Brasileira de Nutrologia.
2
Jejum após o exercício
Manter o jejum após o exercício também pode prejudicar. Isso porque o organismo precisa repor a energia utilizada durante a atividade e receber nutrientes para se recuperar.
“Não é preciso comer imediatamente ao terminar o treino, mas não é interessante ficar sem se alimentar. A necessidade varia de acordo com a intensidade do esforço físico e a dieta de cada um”, orienta.
3Compensação calórica
A chamada compensação calórica é outro comportamento que pode atrapalhar os resultados. É quando a pessoa opta por uma refeição mais robusta ou inclui alimentos mais calóricos, como chocolate e sobremesas, por ter treinado no dia.
“Isoladamente, isso não representa necessariamente um problema, mas, quando se torna frequente, o excesso de calorias consumidas pode compensar ou até superar o gasto gerado pelo exercício”, conta.
Ingestão de álcool
Além das calorias, o álcool pode interferir na hidratação e na qualidade do sono, dois fatores importantes para quem pratica atividade física.
Sedentarismo cotidiano
Renato Lobo adverte que passar muitas horas sentado no escritório ou em casa também influencia nos resultados.
“Muitas vezes, uma pessoa treina durante uma hora e fica o resto do tempo sem fazer nada. O sedentarismo do cotidiano é um fator de risco independente, que age mesmo em quem treina com regularidade”, destaca o médico formado pela USP.
Segundo ele, permanecer sentada por longos períodos está associado à redução da atividade de mecanismos envolvidos no metabolismo de gorduras e glicose, o que pode contribuir para prejuízos metabólicos que uma sessão isolada de exercício não é capaz de compensar completamente.
“A solução não é treinar mais forte, mas sim se movimentar mais ao longo do dia. Levantar por dois minutos a cada hora, usar escadas, alternar entre ficar sentada e em pé no trabalho (…) micromovimentos frequentes têm um impacto metabólico que uma sessão isolada de exercício não substitui”, afirma Renato Lobo.
6
Falta de sono
O sono também entra nessa conta. Treinar regularmente, mas negligenciar o descanso, pode comprometer a recuperação e a adaptação ao exercício.
O organismo precisa de períodos adequados de descanso depois do esforço físico, e dormir mal de forma recorrente pode dificultar esse processo.
7Hidratação insuficiente
Por fim, a hidratação também merece atenção depois do treino.
“Repor os líquidos perdidos no suor ajuda o organismo a regular a temperatura, manter a circulação e o funcionamento adequado dos músculos durante a fase de recuperação”, conclui.





