Dezembrite: como a musculação pode aliviar a ansiedade no fim de ano

Manter rotina de treinos ajuda a controlar sentimentos negativos, como estresse e nervosismo

Por Maraísa Bueno 18 dez 2025, 10h00 | Atualizado em 2 mar 2026, 16h20
Dezembrite é uma síndrome que acentua emoções ruins no fim do ano
Dezembrite é uma síndrome que acentua emoções ruins no fim do ano (freepik/Freepik)
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Já ouviu falar em Dezembrite? Com a chegada das festas de fim de ano, além das confraternizações, muitas pessoas também acabam tendo mais ansiedade e nervosismo com a ideia do que vai acontecer no ano que se inicia. E essa é a síndrome que acentua emoções ruins no fim do ano.

Segundo a pesquisa conduzida pela International Stress Management Association (ISMA-BR), 72% dos brasileiros relataram um aumento de estresse relacionado à agitação típica do período. Para amenizar os sintomas da dezembrite, especialistas apontam uma aliada importante: a prática de exercícios físicos.

A psicóloga e nutricionista Gilvânia Araújo explica que esse aumento da ansiedade costuma vir da soma de autocobrança e balanço pessoal típico da virada do ano o que aumenta o número de pessoas com dezembrite. “Dezembro marca um ciclo que se encerra e outro que começa, o que naturalmente nos leva a revisitar metas não cumpridas e expectativas acumuladas”, diz. Segundo ela, esse movimento interno pode acionar gatilhos de ansiedade, tristeza e até apatia.

Outro fator que pesa no emocional para o dezembrite, segundo Gilvânia, é o excesso de comida nas festas. A fartura desperta uma cobrança silenciosa de “aproveitar tudo”, o que aumenta a culpa e a tensão. “Os doces ainda intensificam esse processo, já que há evidências de que o açúcar favorece episódios de compulsão”, explica.

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Para reduzir esses gatilhos do dezembrite, manter uma rotina de treinos — mesmo mais flexível — pode ser decisivo. Atividades como a musculação estimulam neurotransmissores ligados ao prazer, motivação e sensação de bem-estar, como a dopamina. “O importante é encontrar um ritmo possível, sem transformar o treino em obrigação. Ser gentil consigo mesmo é parte do processo”, orienta a psicóloga.

Treinar para o bem-estar é diferente da busca por performance

Para o treinador da Smart Fit Lucas Florêncio, a prática de musculação em períodos de maior estresse, como o dezembrite, deve priorizar qualidade, controle e consciência corporal. Ele recomenda focar na conexão entre mente e músculo, ajustar intensidade e volume, além de incluir exercícios de mobilidade e flexibilidade. “Evitar a exaustão extrema é crucial para não sobrecarregar o sistema nervoso central e não aumentar ainda mais o cortisol”, explica.

Segundo Florêncio, essa lógica é bem diferente da rotina de quem busca hipertrofia, que costuma treinar com cargas altas e chegar próximo da falha mecânica. No contexto de bem-estar e equilíbrio mental (e para quem tem dezembrite), a recomendação é usar cargas moderadas, trabalhar longe da falha e priorizar uma recuperação adequada entre séries — de 90 a 120 segundos, em vez de intervalos mais curtos.

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Ele reforça que consistência continua sendo chave para aliviar o sintomas da dezembrite: estudos mostram que 3 a 5 sessões semanais de 30 a 60 minutos são suficientes para gerar benefícios psicológicos reais e duradouros. “Mesmo com mais ansiedade ou cansaço, manter-se ativo, dentro do possível, ajuda o corpo e a mente a atravessarem esse período de forma mais equilibrada”, conclui o treinador da Smart Fit.

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