Leg press: 6 erros comuns que podem prejudicar seu treino e lesionar articulações

Entenda o que evitar para treinar pernas com mais eficiência e segurança

Por Helena Saigh 25 fev 2026, 18h00 | Atualizado em 2 mar 2026, 14h41
leg press
Pequenos erros no leg press podem mudar totalmente o estímulo, e aumentar a sobrecarga nas articulações. (fxquadro/Freepik)
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O leg press é um dos exercícios mais populares para treinar pernas. Ele parece simples, seguro e “guiado”, mas isso não significa que está imune a erros técnicos. Pequenos deslizes podem reduzir o estímulo em glúteos e quadríceps e, pior, aumentar a sobrecarga nos joelhos e na lombar.

Estudos biomecânicos publicados no Journal of Strength and Conditioning Research, incluindo análises eletromiográficas comparando variações de posicionamento no leg press, mostram que mudanças na posição dos pés e na amplitude alteram significativamente a ativação muscular e as forças articulares envolvidas.

A seguir, reunimos alguns dos erros mais comuns cometidos no exercício.

1. Descer demais e tirar o quadril do banco

Quando o quadril perde contato com o encosto na parte mais baixa do movimento, a lombar entra em flexão. Isso aumenta o estresse na coluna.

Pesquisas sobre mecânica lombar sob carga, publicadas no Spine e no Spine Journal, demonstram que a flexão lombar associada a compressão aumenta a pressão nos discos intervertebrais. No leg press, isso costuma acontecer quando se força uma amplitude além da própria mobilidade de quadril.

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2. Travar totalmente os joelhos no topo

Estender completamente os joelhos e “travar” a articulação reduz a tensão muscular e transfere parte da carga para estruturas passivas, como ligamentos.

Revisões sobre controle de tensão muscular publicadas no Sports Medicine indicam que manter leve flexão no topo do movimento preserva a tensão ativa e reduz o estresse articular desnecessário.

3. Colocar os pés muito baixos na plataforma

Quando os pés ficam muito baixos, a exigência sobre o joelho aumenta.

Estudos de biomecânica publicados no Journal of Strength and Conditioning Research analisaram diferentes posições dos pés no leg press e observaram maior torque anterior no joelho quando os pés estão posicionados mais baixos na plataforma. Posições ligeiramente mais altas tendem a distribuir melhor a carga entre quadríceps e glúteos.

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4. Empurrar com a ponta dos pés

A força deve ser distribuída principalmente pelo meio do pé e calcanhar.

Análises eletromiográficas publicadas no Journal of Applied Biomechanics mostram que alterações no padrão de apoio modificam o recrutamento muscular e podem aumentar a sobrecarga anterior do joelho. Distribuir a pressão pelo pé inteiro melhora estabilidade e eficiência mecânica.

5. Usar carga excessiva e perder controle

Colocar peso demais e executar o movimento rápido ou descontrolado reduz eficiência e aumenta risco de compensações.

Meta-análises sobre tempo sob tensão e controle excêntrico, publicadas no Journal of Strength and Conditioning Research, indicam que o controle da fase de descida influencia diretamente as adaptações de força e hipertrofia.

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6. Deixar os joelhos “fecharem” para dentro

O chamado valgo dinâmico, quando os joelhos colapsam para dentro durante a execução, aumenta o estresse articular.

Estudos publicados no Clinical Biomechanics associam esse padrão a maior sobrecarga no joelho e risco aumentado de lesões, especialmente quando combinado com carga. Manter o alinhamento entre joelho e ponta do pé é essencial.

Técnica antes da carga

O leg press é eficiente e seguro quando bem executado. Ele permite sobrecarga progressiva e é excelente para desenvolver força nos membros inferiores.

Leg press substitui o agachamento?

Mas não é automático. Ajustes simples na postura, no posicionamento dos pés e no controle do movimento fazem toda a diferença nos resultados e na proteção das articulações.

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