É seguro e confiável pedir para a inteligência artificial montar o meu treino?

A tecnologia pode ajudar na organização, mas ainda tem limitações importantes

Por Helena Saigh 1 abr 2026, 18h00 •
Treino com IA
Sem ajuste em tempo real e supervisão, a IA funciona mais como apoio do que como solução completa. (senivpetro/Freepik)
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  • Com o avanço da tecnologia, cada vez mais pessoas têm recorrido à inteligência artificial para montar treinos personalizados. A promessa é simples: praticidade, rapidez e um plano adaptado ao seu objetivo.

    Mas, na prática, isso levanta uma questão importante: dá para confiar?

    O que a IA consegue fazer

    Ferramentas baseadas em inteligência artificial conseguem organizar treinos a partir de informações como idade, objetivo, nível de experiência e frequência semanal.

    Na teoria, isso faz sentido. Diretrizes do American College of Sports Medicine (ACSM) indicam que programas de treino devem seguir princípios como progressão de carga, volume e frequência, algo que algoritmos conseguem estruturar.

    Além disso, revisões como a de Kroll, publicada no Frontiers in Sports and Active Living, mostram que tecnologias digitais têm potencial para apoiar a prescrição de exercícios, especialmente em contextos de acesso limitado a profissionais.

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    Onde estão as limitações

    O problema é que o treino não depende só de protocolo.

    Uma revisão publicada no International Journal of Sports Physiology and Performance, destaca que a resposta ao exercício é altamente individual e depende de fatores como fadiga, recuperação, sono e estresse, variáveis difíceis de captar apenas por dados inseridos em uma plataforma.

    Além disso, estudos sobre prevenção de lesões publicados no British Journal of Sports Medicine, mostram que a orientação adequada e a execução correta dos exercícios são fundamentais para reduzir riscos, algo que a IA não consegue observar diretamente.

    Falta de ajuste em tempo real

    Outro ponto importante é a adaptação durante o treino.

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    Uma pesquisa sobre treinamento individualizado, publicada no Sports Medicine, indicam que ajustes baseados na resposta do praticante são essenciais para otimizar resultados.

    Na prática, isso envolve perceber sinais como dor, fadiga ou dificuldade de execução, algo que depende de observação direta.

    Pode usar como base?

    Sim, mas com ressalvas. A IA pode ajudar a estruturar um treino inicial e organizar ideias, principalmente para quem já tem alguma experiência.

    Mas, para iniciantes ou pessoas com histórico de lesão, o risco de erro aumenta.

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    O que realmente faz diferença

    No fim, estudos mostram que o acompanhamento humano ainda tem vantagem. Uma revisão publicada no Journal of Strength and Conditioning Research aponta que a supervisão profissional melhora a execução, a adesão ao treino e os resultados.

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