Cardio pode não ser a melhor estratégia para perder gordura

Gasto calórico, intensidade e adaptação do corpo entram no jogo quando o objetivo é reduzir gordura

Por Helena Saigh 19 mar 2026, 18h00 | Atualizado em 24 mar 2026, 11h09
Cardio
Nem sempre o que mais cansa é o que mais traz resultado quando o objetivo é perder gordura. (senivpetro/Freepik)
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Quando o objetivo é emagrecer, o cardio costuma ser a primeira escolha. Corrida, bike e esteira aparecem como soluções quase automáticas para quem quer perder gordura. Mas, na prática, ele pode não ser a estratégia mais eficiente quando utilizado sozinho.

O que realmente influencia a perda de gordura

A perda de gordura está diretamente ligada ao balanço energético, ou seja, gastar mais calorias do que se consome ao longo do dia. O cardio ajuda nesse processo, mas não é o único fator determinante.

Estudos publicados no Journal of Obesity mostram que a combinação entre treino de força e alimentação adequada tende a ser mais eficiente para redução de gordura corporal do que o cardio isolado.

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Cardio funciona, mas tem limitações

O treino aeróbico aumenta o gasto calórico durante a atividade, mas esse efeito costuma ser mais imediato e menos duradouro quando comparado a outros tipos de estímulo.

De acordo com a profissional de Educação Física e Saúde Priscila Lannez, o cardio promove queima de gordura, mas os resultados dependem diretamente da duração e da intensidade do treino. Além disso, a atividade também pode gerar o chamado efeito EPOC, em que o metabolismo permanece acelerado após o exercício, favorecendo o gasto calórico nas horas seguintes.

Ainda assim, quando feito sempre da mesma forma, o corpo tende a se adaptar, o que pode reduzir a eficiência ao longo do tempo.

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O que significa cardio na academia?

O papel do treino de força

Diferente do cardio, o treino de força contribui para o aumento de massa muscular. Isso é importante porque músculos demandam mais energia para se manter, o que pode elevar o gasto calórico mesmo em repouso.

Pesquisas do European Journal of Applied Physiology indicam que o aumento de massa magra está associado a um metabolismo mais ativo, o que favorece a perda de gordura a longo prazo.

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Estratégia importa mais do que o tipo de treino

No fim, não se trata de excluir o cardio, mas de entender que ele não precisa ser a única estratégia.

Combinar diferentes estímulos, como musculação e exercícios aeróbicos, além de ajustar intensidade e volume, tende a trazer resultados mais consistentes.

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