Cardio pode não ser a melhor estratégia para perder gordura
Gasto calórico, intensidade e adaptação do corpo entram no jogo quando o objetivo é reduzir gordura
Quando o objetivo é emagrecer, o cardio costuma ser a primeira escolha. Corrida, bike e esteira aparecem como soluções quase automáticas para quem quer perder gordura. Mas, na prática, ele pode não ser a estratégia mais eficiente quando utilizado sozinho.
O que realmente influencia a perda de gordura
A perda de gordura está diretamente ligada ao balanço energético, ou seja, gastar mais calorias do que se consome ao longo do dia. O cardio ajuda nesse processo, mas não é o único fator determinante.
Estudos publicados no Journal of Obesity mostram que a combinação entre treino de força e alimentação adequada tende a ser mais eficiente para redução de gordura corporal do que o cardio isolado.
Cardio funciona, mas tem limitações
O treino aeróbico aumenta o gasto calórico durante a atividade, mas esse efeito costuma ser mais imediato e menos duradouro quando comparado a outros tipos de estímulo.
De acordo com a profissional de Educação Física e Saúde Priscila Lannez, o cardio promove queima de gordura, mas os resultados dependem diretamente da duração e da intensidade do treino. Além disso, a atividade também pode gerar o chamado efeito EPOC, em que o metabolismo permanece acelerado após o exercício, favorecendo o gasto calórico nas horas seguintes.
Ainda assim, quando feito sempre da mesma forma, o corpo tende a se adaptar, o que pode reduzir a eficiência ao longo do tempo.
O que significa cardio na academia?
O papel do treino de força
Diferente do cardio, o treino de força contribui para o aumento de massa muscular. Isso é importante porque músculos demandam mais energia para se manter, o que pode elevar o gasto calórico mesmo em repouso.
Pesquisas do European Journal of Applied Physiology indicam que o aumento de massa magra está associado a um metabolismo mais ativo, o que favorece a perda de gordura a longo prazo.
Estratégia importa mais do que o tipo de treino
No fim, não se trata de excluir o cardio, mas de entender que ele não precisa ser a única estratégia.
Combinar diferentes estímulos, como musculação e exercícios aeróbicos, além de ajustar intensidade e volume, tende a trazer resultados mais consistentes.





