A velocidade da repetição realmente muda os resultados?
A velocidade do movimento na musculação é tão crucial quanto a carga. Entenda como o ritmo ideal pode transformar seus resultados.
Você sabia que a forma como você controla o ritmo de um exercício muda completamente o estímulo muscular e a qualidade da execução? A velocidade da repetição realmente muda os resultados!
Não pense apenas na carga, pois o tempo que você leva para levantar e descer o peso influencia diretamente a maneira como o músculo trabalha, a fadiga que ele acumula e até o quanto você consegue manter a postura ao longo da série.
Na prática, a velocidade é uma variável que determina se você está realmente treinando o músculo alvo ou apenas movendo o peso para cima e para baixo sem consciência do movimento.
O olhar de quem está na sala de musculação
Segundo o educador físico Valdecir Lima, a velocidade não pode ser tratada como detalhe. Para ele, “quanto maior o movimento, mais fibras musculares são acionadas, o que gera mais resultados, principalmente quando você o executa em uma velocidade lenta”.
A lógica é simples: quando o ritmo desacelera, o músculo trabalha mais tempo, a série fica mais controlada e você consegue perceber exatamente onde está aplicando força. Isso evita compensações do tronco, trancos e perda da amplitude.
O que acontece no músculo quando o ritmo muda
Uma revisão publicada no Journal of Physiology mostrou que ritmos mais lentos aumentam a ativação muscular e prolongam o tempo sob tensão, dois pontos importantes para hipertrofia.
Outro estudo, do European Journal of Applied Physiology, observou que repetições controladas ajudam no alinhamento corporal, reduzem erros e melhoram o padrão motor, exatamente o que Daniela sentiu nos testes das máquinas.
A velocidade, portanto, não é uma escolha aleatória: ela faz parte da técnica.
Então qual é a velocidade certa?
A resposta depende do objetivo do treino. Ritmos lentos favorecem a hipertrofia, velocidades moderadas funcionam bem para força e movimentos rápidos só fazem sentido em treinos de potência ou quando a técnica já está muito bem consolidada.
O mais importante é que a velocidade permita manter o controle do começo ao fim. Quando o movimento fica consciente, a execução melhora, e o resultado também.
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