Como a Vitamina D influencia o ganho de massa magra e o desempenho físico
Vitamina D: o hormônio essencial que seu corpo produz para massa magra, saúde e bem-estar. Saiba como otimizar seus níveis.
As vitaminas são extremamente importantes para a saúde do corpo. Muitas delas são essenciais para uma melhor qualidade de vida, diminuindo o estresse, colaborando com o sono e até mesmo hipertrofia. E você sabia que o corpo humano produz uma vitamina que auxilia no ganho de massa massa? É o que vamos descobrir a seguir!
De acordo com a nutricionista do Espaço Hi, de São Paulo, Laita Balbio, a principal vitamina que o nosso corpo produz que auxilia no ganho de massa magra é a Vitamina D.
“Embora seja chamada de vitamina, ela funciona como um hormônio no organismo. O corpo é capaz de produzi-la naturalmente por meio da exposição da pele à luz solar, especialmente aos raios UVB”, explica a nutricionista.
De acordo com Laita, a vitamina D tem um papel importante na função muscular, na síntese proteica e na força, fatores diretamente ligados ao ganho e manutenção de massa magra.
Os níveis adequados da vitamina D contribuem para melhor desempenho físico, recuperação muscular e eficiência no treinamento.
Além do ganho de massa magra
A vitamina D vai muito além da estética ou performance.
Ela atua na regulação do metabolismo ósseo, no controle de cálcio e fósforo, sendo essencial para prevenção de osteopenia e osteoporose.
“Também participa da modulação do sistema imunológico, influencia a sensibilidade à insulina, possui efeitos anti-inflamatórios e contribui para a função neuromuscular, reduzindo risco de quedas. Esses efeitos pleiotrópicos são bem documentados em revisões sistemáticas recentes.”, completa Marcella Garcez, Médica nutróloga, Mestre em Ciências da Saúde pela Escola de Medicina da PUCPR, Diretora da Associação Brasileira de Nutrologia e Docente do Curso Nacional de Nutrologia da ABRAN, .
Estudos ainda mostram relação entre bons níveis de vitamina D e menor risco de doenças crônicas, como diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares.
Quando suplementar?
A suplementação de vitamina D é indicada quando há deficiência comprovada por exame de sangue, geralmente o 25(OH)D.
“Isso pode acontecer em pessoas com pouca exposição ao sol, uso frequente de protetor solar, pele mais escura, idosos, pessoas com obesidade ou com algumas condições clínicas que prejudicam a absorção”, disse a nutricionista.
Ela também ressalta que, nesses casos, a suplementação deve ser orientada por um profissional de saúde, com dose individualizada, já que tanto a deficiência quanto o excesso podem trazer prejuízos.
Não suplemente sem necessidade
A nutricionista pontua que se os níveis de vitamina D já estão adequados, o uso adicional não vai necessariamente potencializar o ganho de massa magra.
“O corpo trabalha com equilíbrio, e o excesso pode ser prejudicial, podendo causar intoxicação, aumento do cálcio no sangue e sobrecarga renal. Para o ganho de massa, fatores como alimentação equilibrada, ingestão adequada de proteínas, treino bem estruturado e descanso continuam sendo os pilares principais. A vitamina D é um suporte, não um “atalho””, completa Laita.
Vitamina D: coadjuvante, não protagonista
É importante ressalta que nenhum nutriente isolado promove ganho de massa magra sozinho.
E a vitamina D atua como coadjuvante dentro de um conjunto de fatores, porque além dela, outros nutrientes são fundamentais para esse objetivo, como proteínas, leucina, magnésio e vitaminas do complexo B, que participam diretamente do metabolismo energético e da recuperação muscular.
“Outro ponto relevante é que a exposição solar ainda é a forma mais natural e eficiente de obter vitamina D. Cerca de 15 a 20 minutos de sol por dia, em horários adequados e com orientação, já podem contribuir bastante para manter níveis saudáveis”, disse a nutricionista.
Já a nutróloga Marcella Garcez complementa que o ganho de massa magra é multifatorial e depende principalmente de treinamento resistido, ingestão proteica adequada, balanço energético positivo e sono de qualidade.
“A vitamina D atua como um fator permissivo para a função muscular, mas não substitui esses pilares. Outros micronutrientes, como magnésio, zinco e vitaminas do complexo B, também participam do metabolismo muscular, reforçando a importância de uma abordagem nutricional global baseada em evidências”, finaliza.
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