Entenda a síndrome HELLP, a complicação que afetou Lexa durante sua gestação

Cantora anunciou a morte de sua filha Sofia, nascida no dia 2 de fevereiro

Por Juliany Rodrigues
Atualizado em 13 fev 2025, 09h38 - Publicado em 11 fev 2025, 12h00
O que é a síndrome Hellp lexa
O que é a síndrome HELLP? | (Instagram @lexa/Reprodução)
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Na segunda-feira (10), Lexa surgiu nas redes sociais para anunciar a morte de sua filha Sofia, nascida no dia 2 de fevereiro. A menina faleceu no dia 5 devido a complicações causadas por um quadro de pré-eclâmpsia precoce grave e síndrome HELLP, motivo pelo qual a cantora estava internada desde janeiro.

Veja a publicação:

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O que é a pré-eclâmpsia grave e a síndrome HELLP?

Segundo o Dr. Fernando Prado, especialista em Reprodução Humana, membro da Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva (ASRM) e diretor clínico da Neo Vita, na pré-eclâmpsia grave, além da pressão alta, ocorre o acometimento de órgãos, como fígado, cérebro e rins.

“Quando acontece precocemente, pode desencadear consequências tanto para a mãe quanto para o feto”, afirma o médico.

Ele ressalta que uma dessas consequências é a síndrome HELLP, caracterizada pela hemólise (destruição das células sanguíneas), elevação das enzimas hepáticas e pela queda de plaquetas.

“Essa condição pode provocar a insuficiência hepática e a coagulação do organismo inteiro, o que é chamado de CIVD”, explica.

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“Para o bebê, a principal complicação é a prematuridade. Além disso, se ocorreu algum problema de falta de oxigenação e desenvolvimento da placenta, essa criança tem restrição de crescimento, o peso fica baixo e os órgãos principais acabam não se formando. Então, essa criança pode não resistir fora do útero por uma falta de maturidade de alguns órgãos, principalmente o pulmão”, completa o especialista.

Quais as causas da pré-eclâmpsia?

A causa exata da pré-eclâmpsia não é conhecida. No entanto, acredita-se que o problema esteja ligado a uma falha no desenvolvimento dos vasos sanguíneos da placenta, o que pode acontecer devido a uma resposta inflamatória exagerada no organismo materno.

Os fatores de risco incluem histórico pessoal ou familiar de hipertensão ou de pré-eclâmpsia, idade acima dos 35 anos, gravidez de reprodução assistida, obesidade, gestação de gêmeos e diabetes.

Quais os sintomas?

Os principais sintomas da pré-eclâmpsia são:

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  • Inchaço, especialmente nas pernas;
  • Dor de cabeça severa;
  • Alterações visuais, com surgimento de pontos brilhantes e visão turva;
  • Dores abdominais, principalmente na região do estômago.

“Em casos graves, a doença pode causar convulsões e insuficiência cardíaca e renal”, completa o Dr. Nélio Veiga Júnior, mestre e doutor em Tocoginecologia pela Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (FCM/UNICAMP)

Ao perceber os sintomas, o melhor a se fazer é procurar atendimento médico o mais rápido possível para evitar complicações mais sérias.

Vale destacar que, muitas vezes, esses desconfortos aparecem de maneira repentina. “Além disso, a pressão alta na gravidez pode ser assintomática e passar despercebida”, fala o Dr. Nélio.

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Por isso, é fundamental ficar de olho nos sinais e realizar o acompanhamento pré-natal adequado.

Como é realizado o diagnóstico?

“O diagnóstico é realizado por meio da medição da pressão arterial, observação dos sintomas, avaliação do histórico clínico e familiar da paciente e realização de exames laboratoriais, tanto de sangue quanto de urina, para verificar a presença de proteína”, detalha mestre e doutor em Tocoginecologia.

E o tratamento?

O tratamento da pré-eclâmpsia é determinado com base na gravidade do quadro.

“Em casos mais leves, por exemplo, apenas a adoção de um estilo de vida mais saudável, principalmente com relação à alimentação, controle do peso e atividade física regular. O ácido acetilsalicílico (AAS) e a suplementação de cálcio também são recomendados para reduzir os riscos de desenvolver pré-eclâmpsia”, conta Veiga.

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Em casos mais graves, é necessária a internação hospitalar e o uso de remédios para reduzir a pressão arterial e controlar o risco de convulsões.

Contudo, para tratar a pré-eclâmpsia de forma definitiva, o único caminho é o parto. “Dependendo da idade gestacional do bebê e da gravidade do quadro, o médico também pode recomendar a antecipação do parto ou até mesmo interrupção da gravidez”, conclui o Dr. Nélio.

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