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Pré-diabetes: os sinais que indicam a hora de agir pela sua saúde

Especialista explica os principais riscos do pré-diabetes e como prevenir

Por Maraísa Bueno
14 nov 2025, 10h00 • Atualizado em 17 nov 2025, 13h32
No Dia Mundial do Diabetes, profissional ressalta a importância do diagnóstico e prevenção da doença
No Dia Mundial do Diabetes, profissional ressalta a importância do diagnóstico e prevenção da doença (freepik/Freepik)
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  • No Brasil, cerca de 20 milhões de pessoas convivem com diabetes tipo 2 e dessas, quase cinco milhões ainda não foram diagnosticadas. Enquanto isso, estima-se que outros 40 milhões de brasileiros possuem pré-diabetes, um quadro em que já há uma doença caracterizada, mas que ainda é possível evitar sua evolução.

    “Embora no pré-diabetes já tenhamos danos importantes como, por exemplo, perda de aproximadamente 30% da função do pâncreas, a boa notícia é que este quadro é reversível com diagnóstico e tratamento na maioria dos casos, que inclui intervenções no estilo de vida,” afirma a Dra. Maria Augusta Bernardini, diretora da área médica da Merck para o Brasil e América Latina.

    “Precisamos levar as pessoas à ação, na busca por um futuro mais saudável. E não tem segredo: é consultar um médico e manter os exames mais básicos em dia, como a glicemia de jejum e a hemoglobina glicada”, completa.

    Quem deve ficar atento?

    O pré-diabetes e o diabetes tipo 2 possuem fatores de risco bem definidos. A Dra. Bernardini lista os principais:

    • Sobrepeso e obesidade: são dois fatores predominantes nos pacientes;
    • Histórico familiar: parentes de primeiro grau com diabetes aumentam a chance de desenvolvimento da condição;
    • Sedentarismo: a falta de atividade física regular está diretamente ligada ao aumento do risco;
    • Hipertensão e doenças cardíacas: são condições que agravam as chances;
    • Mulheres com histórico de diabetes gestacional ou síndrome dos ovários policísticos: estão entre os grupos com maior vulnerabilidade.
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    E como reverter o pré-diabetes?

    A reversão do pré-diabetes exige disciplina e mudanças de hábitos e estilo de vida e, em cerca de 80% dos casos, tratamento medicamentoso.5 “Com alimentação balanceada, prática de atividade física regular, controle do peso e acompanhamento médico, é possível impedir que o pré-diabetes evolua para o diabetes tipo 2,” reforça a médica.

    A combinação de prevenção e informação é essencial para que os pacientes possam assumir o controle de sua saúde. O Brasil ocupa o sexto lugar entre os países com mais casos de diabetes no mundo4. “O pré-diabetes e o diabetes frequentemente não apresentam sinais ou sintomas, o que reforça a importância de realizar exames regulares. No Brasil, infelizmente, cerca de 70% dos pacientes só descobrem a doença quando já enfrentam complicações, algo que poderia ser evitado com diagnósticos precoces por meio de exames periódicos”, explica a Dra. Bernardini.

    A consulta médica é indispensável para um diagnóstico preciso e um tratamento adequado, considerando a individualidade de cada caso. O tratamento deve ser seguido conforme orientação médica, e nenhuma medicação deve ser alterada ou interrompida sem consulta prévia com um profissional de saúde.

    Lembre-se: cuidar da sua saúde é o primeiro passo para uma vida longa e plena.

    Importância da atividade física para quem tem diabetes

    Aurélio Alfieri, profissional de educação física, ressalta que a atividade física desempenha um papel fundamental na prevenção e no controle da diabetes.

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    “Tanto para evitar a doença quanto para o controle dela, um pouco de atividade física diária é fundamental e pode salvar vidas. O que se entende por isso é qualquer atividade que faça a pessoa se sentir levemente ofegante”, afirma ele.

    De acordo com ele, a pessoa não precisa necessariamente frequentar uma academia e fazer ciclos pesados de exercícios para colher os benefícios.

    O mais importante é manter a constância e encontrar modalidades que você goste e que sejam sustentáveis no seu dia a dia.

    “Tarefas simples do dia a dia, como subir as escadas do prédio, caminhar dentro do local de trabalho ou enquanto realiza uma limpeza em casa, também fazem a diferença”, destaca.

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    Alfieri alerta que pacientes diagnosticados com a diabetes devem redobrar a atenção com atividades de alto impacto, como as corridas. O ideal é sempre contar com acompanhamento e orientação profissional.

    Além disso, é necessário tomar bastante cuidado com os pés, pois, caso a pessoa apresente rachaduras, calos ou outras feridas, o esforço físico pode gerar consequências graves em razão da dificuldade de cicatrização dos diabéticos.

    “Para quem sofre com a diabetes, os exercícios de baixa a média intensidade, como caminhada, pedalada ou natação, são ótimas opções”, conta.

    “O que pode levar uma pessoa a ficar ofegante pode ser insuficiente para outra e vice-versa, levando-se em consideração características como peso, faixa etária e condicionamento físico de cada um”, fala.

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    Lembre-se: para adultos, a recomendação da Organização Mundial da Saúde é fazer de 150 a 300 minutos de atividade física de moderada intensidade por semana.

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