Emagrecer sozinho: 5 erros que podem estar sabotando seus resultados

Emagrecer é um desafio multifatorial. Entenda os 5 erros comuns que atrapalham a perda de peso e a importância do acompanhamento especializado.

Por Maraísa Bueno 17 jun 2026, 12h00
Mulher loira, de top cinza e calça bege, medindo a cintura com uma fita métrica rosa. Ela tem tatuagens no braço esquerdo e na costela direita. A fita marca aproximadamente 28 polegadas na altura do umbigo
Nutricionista explica os erros mais comuns de quem tenta perder peso sem acompanhamento e explica como evitá-los (www.kaboompics.com/Pexels)
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O processo de emagrecimento faz parte da rotina de muitas pessoas atualmente. E, com a evolução da internet, a busca por dietas que ajudam a perder os quilinhos extras de forma rápida, com restrições severas, além de medicamentos sem orientação profissional (principalmente) é imensa e acabam mais atrapalhando do que ajudando nesse momento.

O desafio acompanha uma realidade cada vez mais preocupante: segundo o World Obesity Atlas 2026, quase 3 bilhões de pessoas vivem com sobrepeso ou obesidade, número que pode se aproximar de 4 bilhões até 2035.

Fernanda Lopes, nutricionista da Six Clínic, afirma que a redução de peso é influenciada por aspectos metabólicos, hormonais, comportamentais e emocionais que exigem uma conduta individualizada.

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O suporte médico e nutricional contínuo permite identificar barreiras, ajustar estratégias e oferecer apoio a quem busca emagrecer durante essa trajetória. Com o avanço da telemedicina, esse cuidado se torna mais acessível e frequente, favorecendo o monitoramento da evolução e a adesão ao tratamento”, explica. 

A seguir, a especialista destaca cinco erros comuns que podem comprometer o progresso de quem tenta perder peso por conta própria:

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1

Acreditar que pular refeições acelera o emagrecimento

Pular o café da manhã, passar horas em jejum ou evitar completamente determinados alimentos costuma ser uma prática comum entre quem deseja reduzir medidas.

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“Quando os hábitos alimentares são marcados por muitas restrições, a pessoa pode encontrar mais obstáculos para seguir o planejamento nutricional no dia a dia. Por isso, abordagens mais flexíveis e adaptadas à realidade de cada indivíduo costumam apresentar benefícios mais consistentes ao longo do tempo”, orienta.

2

Avaliar o progresso apenas pelo número da balança

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Vestir uma numeração menor, notar menos inchaço e perceber mais disposição no dia a dia também são sinais de evolução. Por isso, usar apenas os quilos como referência pode transmitir uma impressão equivocada sobre os avanços conquistados.

“A balança mostra apenas a massa corporal total e não consegue indicar, sozinha, tudo o que está acontecendo. Quando a pessoa observa apenas os quilos, pode se desmotivar e acreditar que não está evoluindo. Por isso, é importante acompanhar outros indicadores para ter uma visão mais completa do progresso”, ressalta a nutricionista.

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3

Ignorar o impacto do sono 

A qualidade do descanso interfere em mecanismos ligados ao apetite, à saciedade e ao metabolismo.

“O sono participa da regulação de hormônios relacionados à fome e à saciedade. Quando o repouso é comprometido, pode haver aumento da fome, maior desejo por alimentos ultraprocessados e mais dificuldade para manter escolhas equilibradas no dia a dia. Por isso, para a maioria dos adultos, a recomendação é dormir entre 7 e 9 horas por noite”, relata.

4

Acreditar que a alimentação é o único fator envolvido

Aspectos como alterações hormonais, predisposição genética, uso de alguns medicamentos, privação de sono e níveis elevados de estresse também podem interferir no controle do peso.

“Quando existem barreiras persistentes para o emagrecimento, mesmo após adaptações no estilo de vida, é importante investigar possíveis condições associadas. Alterações na tireoide, resistência à insulina, síndrome dos ovários policísticos e o uso de determinados medicamentos são alguns exemplos que podem influenciar o funcionamento do organismo e exigir uma conduta específica”, pontua.

5

Ignorar que a fase de manutenção exige cuidados diferentes

O padrão alimentar adotado durante a fase de emagrecimento nem sempre será o mesmo recomendado para a manutenção.

“As necessidades do organismo mudam, assim como a ingestão calórica, as escolhas alimentares e as metas de cada indivíduo. Por isso, a assistência especializada permite acompanhar o progresso de forma contínua, realizar ajustes sempre que necessário e aumentar as chances de preservar as conquistas de forma duradoura”, conclui.

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