3 doenças silenciosas que podem afetar a fertilidade

Existem doenças que, muitas vezes, podem passar despercebidas e atrapalhar as chances de gravidez. Saiba mais!

Por Juliany Rodrigues 25 abr 2024, 14h00 | Atualizado em 4 jun 2026, 23h42
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Conheça 3 doenças silenciosas que podem afetar a fertilidade | (gpointstudio/Freepik)
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Se você está tentando engravidar há mais de um ano e ainda não conseguiu, o melhor a se fazer é procurar ajuda médica para investigar o que está causando esse problema. De acordo com o Dr. Fernando Prado, especialista em Reprodução Humana, membro da Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva e diretor clínico da Neo Vita, existem doenças silenciosas que podem afetar a fertilidade. A seguir, descubra três delas:

1

 

Diabetes

A diabetes é uma condição caracterizada pelos níveis elevados de açúcar no sangue  e que, segundo o profissional, muitas vezes, pode passar despercebida. Os principais sintomas são: cansaço sem explicação, fome, sede excessiva, perda de peso (no caso de diabetes tipo 1), ganho de peso (diabetes tipo 2), vontade constante de fazer xixi e infecções recorrentes.

Apesar de serem diferentes, tanto a diabetes tipo 1 quanto a tipo 2 podem impactar negativamente a fertilidade e atrapalhar a concepção de um bebê.

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“O tipo 2 é o mais comum em incidência e está ligado a uma deficiência hormonal na mulher, além de ciclos menstruais irregulares, o que pode favorecer a infertilidade. Os hormônios, na verdade, ficam em desequilíbrio, de forma que, quanto menor for a ação da insulina, maior será a produção de hormônios masculinos. No caso do tipo 1, órgãos endócrinos como os ovários podem ser prejudicados, o que pode impossibilitar a gravidez também“, explica ele.

No homem, a doença pode diminuir os níveis de testosterona, dificultando a fabricação e a maturação dos espermatozoides. O volume do sêmen e a motilidade dos espermatozoides também podem ser prejudicados, o que reduz as chances de fecundação e favorece o surgimento de um embrião com má formação.

“Há casos de disfunções na ejaculação, em que parte dos espermatozoides no sêmen são lançados para a bexiga em vez de sair pela uretra, atrapalhando ainda mais a fecundação”, completa o especialista.

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Para evitar essas situações, é fundamental tratar a doença corretamente, adotando um estilo de vida saudável e utilizando os medicamentos prescritos por um médico.

“Quanto antes a diabetes for tratada, menores os riscos de desenvolver problemas metabólicos e maiores as chances de gravidez”, garante.

2

Síndrome do Ovário Policístico

A Síndrome do Ovário Policístico (SOP), além de favorecer doenças cardiovasculares, diabetes, obesidade e até mesmo o câncer de endométrio, pode atuar como uma grande barreira para a gravidez, uma vez que interfere no processo de ovulação.

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“Sem causa específica estabelecida, ela é caracterizada pelo aumento na produção de hormônios masculinos na mulher e pode levar à formação de cistos nos ovários e ao atraso ou interrupção da menstruação devido à falta de ovulação, dificultando a gravidez natural”, diz.

Seus sintomas mais comuns são: atraso ou interrupção da menstruação, dificuldade de engravidar, ganho de peso, crescimento de pelos no corpo, surgimento de acne, inflamação e resistência insulínica.

Para diagnosticá-la e tratá-la adequadamente, um dos cuidados indispensáveis é manter consultas regulares ao ginecologista. As medidas recomendadas são determinadas de acordo com a gravidade do quadro e das características de cada mulher.

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Mudanças no estilo de vida e terapias medicamentosas podem ser necessárias. “Caso a mulher queira engravidar, podemos indicar ainda o uso de indutores de ovulação. Além disso, vale destacar que o congelamento de óvulos é uma ótima opção para mulheres com SOP que desejam engravidar no futuro”, destaca.

3

Endometriose

A endometriose, apesar de não ser especialmente silenciosa, é uma doença que pode ser difícil de diagnosticar, uma vez que seu principal sintoma as dores pélvicas intensas, podem ser confundidas com cólicas menstruais.

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“Ocorre quando as células do endométrio, tecido que reveste a parede interna do útero, em vez de serem eliminadas durante a menstruação, movimentam-se no sentido oposto, depositando-se no interior do abdômen. E, como essas células se espalham pelo aparelho reprodutivo, dificultando desde a fertilização do óvulo até a implantação do embrião, a fertilidade da mulher com endometriose é comprometida”, conta o Dr. Fernando.

Para lidar com a endometriose, os médicos podem indicar o uso de pílula anticoncepcional, analgésicos, anti-inflamatórios e cirurgia.

“Mas o tratamento nem sempre é definitivo, atuando apenas no alívio dos sintomas e controle dos focos da doença. Logo, os sintomas e a dificuldade para engravidar podem retornar. Por isso, o melhor é consultar um especialista em reprodução humana, que poderá indicar as melhores medidas para cada caso”, conclui Prado.

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