Apneia do sono na menopausa: como a queda hormonal aumenta o risco após os 50
Entenda por que distúrbios respiratórios dobram em mulheres após os 50 e como afetam sua saúde integral.
Distúrbios respiratórios podem surgir ou até mesmo se intensificar com a menopausa, entre eles, apneia do sono, que pode acontecer, principalmente após os 50 anos, fase que o sono entra em pauta e é extremamente afetado pela condição.
Dados da healthtech Biologix indicam que, entre os 40 e 50 anos, 7% das mulheres apresentavam apneia moderada e 3,5%, quadros graves. Dos 50 aos 60, os índices mais que dobram: 14,3% passam a ter apneia moderada e 8,1%, formas graves.
E esse avanço coincide com a queda hormonal. Durante a fase reprodutiva, o estrogênio exerce efeito protetor sobre as vias aéreas. Com a menopausa, essa proteção diminui.
“A redução do estrogênio favorece o relaxamento da musculatura da faringe e aumenta o risco de obstrução durante o sono. O ganho de peso comum nessa fase também contribui”, explica Sara Giampá, educadora física e médica do sono da Biologix.
O alerta é reforçado por um estudo latino-americano publicado em 2025 no periódico Climacteric, que identificou distúrbios do sono em 20,6% das 1.185 mulheres na pós-menopausa avaliadas.
Além do ronco
Frequentemente associada ao ronco, a apneia provoca interrupções repetidas da respiração ao longo da noite, reduzindo a oxigenação do organismo. As consequências podem incluir hipertensão e maior risco cardiovascular. Mas os impactos não param aí.
“Quando o sono é fragmentado de forma crônica, há repercussões emocionais importantes. Ansiedade, lapsos de memória, dificuldade de concentração e até sintomas depressivos podem estar associados à apneia não diagnosticada — e muitas vezes são atribuídos apenas à menopausa”, afirma Giampá.
Sinais de alerta após os 50 anos:
- Cansaço excessivo mesmo após dormir
- Despertares frequentes ou sensação de sufocamento
- Dor de cabeça ao acordar
- Dificuldade de concentração
- Irritabilidade
- Pressão alta de difícil controle
A especialista reforça que diante de sintomas frequentes, é fundamental procurar avaliação médica. “O diagnóstico é realizado por meio de exames como a polissonografia. A apneia tem tratamento e pode ser controlada com mudanças no estilo de vida, uso de dispositivos intraorais ou CPAP. O diagnóstico precoce é essencial para reduzir riscos e preservar a saúde da mulher.”
Acompanhe o nosso WhatsApp
Quer receber as últimas dicas e matérias incríveis de Boa Forma direto no seu celular? É só se inscrever aqui, no nosso canal no WhatsApp





