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Apneia do sono na menopausa: como a queda hormonal aumenta o risco após os 50

Entenda por que distúrbios respiratórios dobram em mulheres após os 50 e como afetam sua saúde integral.

Por Maraísa Bueno
6 mar 2026, 10h00 •
Queda hormonal pode impulsionar a apneia do sono na menopausa e impactar metabolismo, coração e saúde mental
Queda hormonal pode impulsionar a apneia do sono na menopausa e impactar metabolismo, coração e saúde mental (freepik/Freepik)
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  • Distúrbios respiratórios podem surgir ou até mesmo se intensificar com a menopausa, entre eles, apneia do sono, que pode acontecer, principalmente após os 50 anos, fase que o sono entra em pauta e é extremamente afetado pela condição. 

    Dados da healthtech Biologix indicam que, entre os 40 e 50 anos, 7% das mulheres apresentavam apneia moderada e 3,5%, quadros graves. Dos 50 aos 60, os índices mais que dobram: 14,3% passam a ter apneia moderada e 8,1%, formas graves.

    E esse avanço coincide com a queda hormonal. Durante a fase reprodutiva, o estrogênio exerce efeito protetor sobre as vias aéreas. Com a menopausa, essa proteção diminui.

    “A redução do estrogênio favorece o relaxamento da musculatura da faringe e aumenta o risco de obstrução durante o sono. O ganho de peso comum nessa fase também contribui”, explica Sara Giampá, educadora física e médica do sono da Biologix.

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    O alerta é reforçado por um estudo latino-americano publicado em 2025 no periódico Climacteric, que identificou distúrbios do sono em 20,6% das 1.185 mulheres na pós-menopausa avaliadas.

    Além do ronco

    Frequentemente associada ao ronco, a apneia provoca interrupções repetidas da respiração ao longo da noite, reduzindo a oxigenação do organismo. As consequências podem incluir hipertensão e maior risco cardiovascular. Mas os impactos não param aí.

    “Quando o sono é fragmentado de forma crônica, há repercussões emocionais importantes. Ansiedade, lapsos de memória, dificuldade de concentração e até sintomas depressivos podem estar associados à apneia não diagnosticada — e muitas vezes são atribuídos apenas à menopausa”, afirma Giampá.

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    Sinais de alerta após os 50 anos:

    • Cansaço excessivo mesmo após dormir
    • Despertares frequentes ou sensação de sufocamento
    • Dor de cabeça ao acordar
    • Dificuldade de concentração
    • Irritabilidade
    • Pressão alta de difícil controle

    A especialista reforça que diante de sintomas frequentes, é fundamental procurar avaliação médica. “O diagnóstico é realizado por meio de exames como a polissonografia. A apneia tem tratamento e pode ser controlada com mudanças no estilo de vida, uso de dispositivos intraorais ou CPAP. O diagnóstico precoce é essencial para reduzir riscos e preservar a saúde da mulher.”

     

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