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Terapia e felicidade, com Priscila Conte Vieira

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A psicóloga Priscila Conte Vieira (CRP 08/30418), especialista em psicologia positiva, auxilia você a ter uma vida mais leve e mais feliz!

Como encontrar equilíbrio nas suas válvulas de escape diárias?

Por Priscila Conte Vieira
Atualizado em 2 mar 2025, 13h25 - Publicado em 1 mar 2025, 20h00
válvulas de escape
Quais são as suas válvulas de escape? | (pch.vector/Freepik)
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Em diversos momentos da vida, todos nós buscamos uma válvula de escape. Seja ouvindo uma música que nos transporta para outro lugar, mergulhando no universo de um filme emocionante, se jogando na folia do Carnaval ou simplesmente desconectando do mundo com horas de redes sociais ou videogames.

As válvulas de escape são aquelas atividades que nos ajudam a aliviar a pressão, a esquecer os problemas por um instante e a encontrar um espaço de respiro em meio ao caos do dia a dia.

E isso é algo bom, muito bom, na verdade. Nosso cérebro precisa de descanso, de momentos de prazer, de distrações que nos ajudam a aliviar tensões e a renovar as energias.

Porém, como tudo na vida, há um limite entre o benefício e o excesso. Quando elas deixam de ser um recurso saudável e passam a ser uma fuga incontrolável, podem nos afastar de nossas responsabilidades, emoções e até de nós mesmos.

Então, como equilibrar esses momentos? Como aproveitar o Carnaval, os diversos filmes do Oscar, as redes sociais ou qualquer outro refúgio sem se perder neles?

Como manter o equilíbrio ao buscar válvulas de escape?

Imagine uma panela de pressão funcionando sem a válvula, o vapor se acumula, a pressão aumenta e, em algum momento, a panela pode explodir. O mesmo acontece com nossas emoções. Precisamos de saídas para aliviar o estresse, espairecer e nos reconectar com o prazer da vida.

Esses momentos são essenciais. Eles ajudam a aliviar tensões e até a nos reconectar com nossa criatividade, com nossos sentimentos e com outras pessoas.

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No entanto, o que acontece quando passamos a usar essas fugas como forma de evitar lidar com problemas reais?

O Carnaval pode ser um momento de alegria, mas, para alguns, pode se tornar um período de excessos, onde há abuso de álcool e drogas para anestesiar sentimentos difíceis.

Assistir filmes pode ser uma forma linda de se conectar com histórias e emoções, mas, para algumas pessoas, maratonar séries sem parar pode ser uma maneira de evitar encarar a própria realidade.

O uso das redes sociais pode ser uma forma de entretenimento e conexão, mas também pode se transformar em uma fuga da vida real, gerando comparação constante e sentimentos de inadequação.

Quando utilizamos válvulas de escape apenas para nos desconectar da realidade e evitar sentimentos difíceis, podemos acabar criando um ciclo de fuga, que a curto prazo alivia, mas a longo prazo nos distancia de nós mesmos e de nossa capacidade de resolver problemas.

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A boa notícia é que não precisamos abandonar as válvulas de escape para evitar os riscos. Pelo contrário, podemos usá-las de forma mais consciente para que realmente sejam aliadas do nosso bem-estar. Aqui estão algumas dicas para encontrar esse equilíbrio:

1. Observe sua intenção ao buscar um escape

Pergunte-se: “Estou buscando isso para descansar e recarregar, ou estou tentando fugir de algo que preciso enfrentar?” Se for o segundo caso, tente entender o que está evitando.

2. Defina limites de tempo

Se o objetivo é relaxar assistindo a um filme ou navegando nas redes sociais, estabeleça um tempo para isso. Assim, você evita perder horas sem perceber.

3. Identifique padrões automáticos

Note quando busca uma válvula de escape sem nem perceber. Se, por exemplo, sempre pega o celular quando se sente ansioso ou come algo sem fome para aliviar o estresse, observe esse comportamento e tente entender suas raízes.

4. Varie suas formas de relaxamento

Nem toda válvula de escape precisa ser passiva. Além de assistir filmes ou participar de festas, experimente escapes mais ativos, como caminhar ao ar livre, praticar um hobby criativo ou até mesmo escrever sobre o que sente.

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5. Pergunte-se como se sente depois

Após usar sua válvula de escape, reflita: “Isso me deixou mais leve e energizado, ou me fez sentir ainda mais cansado e vazio?” Se a resposta for negativa, pode ser um sinal de que está na hora de mudar sua relação com essa atividade.

6. Busque equilíbrio entre prazer e compromisso

O ideal é encontrar um ponto de equilíbrio entre momentos de diversão e as responsabilidades do dia a dia. A vida precisa ter espaço para ambos.

7. Use válvulas de escape para se reconectar com você, não para se perder

Se sua válvula de escape for saudável, ela deve ajudar você a se sentir mais em paz e conectado consigo mesmo. Se perceber que está se distanciando de quem realmente é, talvez seja hora de reavaliar.

Que possamos aproveitar as festas, os filmes, as redes sociais e tantas outras formas de descanso e prazer sem perder o equilíbrio. Que saibamos quando relaxar e quando agir. Que possamos encontrar refúgio sem precisar nos esconder.

E, acima de tudo, que nossas válvulas de escape nos tragam leveza e não mais peso!

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Oi, eu me chamo Priscila Conte Vieira, mas pode me chamar de Pri! Sou psicóloga, palestrante e mentora. Atuo na psicologia clínica, sou especialista em Psicologia Positiva, pós graduanda em Terapia Cognitivo Comportamental, master em autoconhecimento, coach de vida, practitioner em PNL e também criadora do Podcast Respira, não pira (que tal dar uma conferida lá no Spotify?!)

Estarei por aqui todas as semanas, abordando temas da Psicologia Positiva, felicidade, bem-estar e os auxiliando a serem as suas melhores versões, por meio do autoconhecimento e florescimento. Para saber mais sobre mim e me acompanhar no dia a dia, é só me seguir no Instagram! Estou por lá como @priscilaconte__. Te vejo no próximo Sábado! Até mais <3

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