3 suplementos essenciais para quem quer queimar gordura antes do Carnaval
Especialista explica a funcionalidade de cada um
Com os dias mais quentes e o carnaval cada vez mais próximo, muita gente passa a olhar com mais atenção para o próprio corpo. Seja para encarar os bloquinhos com mais disposição ou simplesmente para se sentir melhor, o chamado “projeto pré-carnaval” ganha força e, com ele, o interesse por suplementos voltados à queima de gordura.
Mas será que esses produtos realmente funcionam? Segundo Janaina Porto Alegre, nutricionista da Probiótica, referência em suplementação esportiva e performance, o interesse faz sentido, mas precisa ser acompanhado de expectativas realistas. “Os suplementos podem ajudar, mas o impacto é limitado quando não há uma alimentação adequada e uma rotina de treinos bem estruturada”, explica.
Do ponto de vista fisiológico, a chamada “queima de gordura” é um processo gradual e regulado pelo organismo. “Ela depende muito mais do balanço energético, da atividade física e do sono do que de soluções rápidas. A suplementação atua apenas como coadjuvante”, reforça a especialista.
Entre os principais aliados nesse período pré-Carnaval, três suplementos se destacam:
- a cafeína pode estimular o sistema nervoso central e melhorar o desempenho nos treinos, contribuindo para um maior gasto energético.
- o chá verde, rico em catequinas, auxilia levemente o metabolismo e a oxidação de gordura.
- a proteína ajuda a promover saciedade, preservar a massa muscular e aumentar o gasto calórico após as refeições.
Apesar dos benefícios, alguns cuidados são indispensáveis. “No caso da cafeína, é importante respeitar as doses e evitar o consumo próximo ao horário de dormir, para não prejudicar o sono. A proteína deve ser distribuída ao longo do dia, as doses de whey protein, são ótimas aliadas.
Quais suplementos podem ajudar a melhorar o intestino?
Para quem decide começar a suplementar pensando no Carnaval, alguns cuidados são indispensáveis. “Horários e doses importam, especialmente no caso de suplementos estimulantes. A cafeína, por exemplo, deve ser usada preferencialmente antes do treino ou em horários mais distantes do período noturno, para evitar prejuízo ao sono, sempre respeitando as doses recomendadas”, orienta. No caso da proteína, a dica é distribuir o consumo ao longo do dia, ajudando a evitar beliscos desnecessários.
Por fim, Janaina reforça que a suplementação não deve ser encarada como uma estratégia emergencial. “Ela precisa ser vista como um ajuste pontual, idealmente com orientação profissional, levando em conta alimentação, rotina de treinos e histórico de saúde.”
Quanto ao tempo para perceber resultados, a expectativa deve ser realista. “A suplementação atua apenas como apoio, com efeitos sutis. Quando alinhada à atividade física e a um planejamento nutricional adequado, é possível observar mudanças graduais na composição corporal ao longo de duas a quatro semanas, dependendo da consistência”, conclui.
Carnaval 2026: como turbinar seus treinos para brilhar na folia
Com o início do ano, cresce a busca por academias impulsionada pelo chamado “projeto Carnaval”, que costuma funcionar como um prazo de seis a oito semanas para retomar a rotina de treinos, melhorar a estética corporal e ganhar resistência para a maratona da folia. Além do apelo visual, especialistas destacam que esse período também é estratégico para preparar o corpo para longos períodos em pé, caminhadas e horas de dança, reduzindo o risco de dores e lesões.
Nesse contexto, a musculação se consolida como a base mais eficiente para promover mudanças visíveis em curto prazo. Segundo o treinador da Smart Fit, Lucas Florêncio, o foco nesse intervalo é ajustar o que já existe, e não promover transformações radicais.
“Nesse período, o principal é a remodelação tecidual e a redução do edema, que é a diminuição da retenção de líquidos responsável pelo aspecto inchado do corpo. É possível melhorar bastante o tônus muscular, ou seja, a firmeza do músculo mesmo em repouso, e reduzir de 2 a 5 quilos de gordura, dependendo do déficit calórico”, afirma.
Ele ressalta, no entanto, que ganhos expressivos de massa muscular não entram nessa conta, já que mudanças estruturais profundas na musculatura levam de 12 a 16 semanas para se consolidar de forma segura.
A vantagem da musculação sobre o aeróbico isolado, segundo o treinador, está no impacto metabólico e estético. O treino de força mantém o gasto energético elevado após a sessão por meio do EPOC (Excess Post-Exercise Oxygen Consumption), efeito no qual o corpo continua consumindo mais oxigênio e energia para se recuperar do esforço, mesmo depois do fim do treino, enquanto o cardio moderado interrompe esse gasto elevado logo após o exercício.
Além disso, a definição corporal depende do tônus muscular em repouso. “O corpo definido não é só menos gordura, é músculo exercendo pressão contra a pele. A musculação entrega esse aspecto mais firme, enquanto o excesso de aeróbico pode levar ao visual de ‘falso magro’”, explica.
Estratégia de treino com foco na folia
Para o carnaval, alguns grupos musculares respondem mais rápido e ganham prioridade por ficarem mais expostos. Ombros, abdômen, glúteos e pernas concentram boa parte do foco. De acordo com Florencio, o trabalho de ombros cria a ilusão visual de cintura mais fina, enquanto o abdômen deve ser treinado com ênfase em estabilidade e postura. Já glúteos e quadríceps tendem a apresentar respostas visuais rápidas por armazenarem mais glicogênio.
O HIIT pode ser um complemento, desde que usado com critério. A recomendação é limitar a prática a duas ou três vezes por semana, em protocolos curtos e preferencialmente após a musculação ou em horários separados. “Fazer HIIT antes do treino de força prejudica o rendimento. E, para preservar as articulações, o ideal é optar por modalidades de baixo impacto, como bike ou elíptico”, orienta.
Para resultados perceptíveis, a frequência mínima indicada é de quatro treinos semanais, com progressão de carga. “Um erro comum é treinar sempre com o mesmo peso. Sem sobrecarga progressiva, o corpo não muda”, afirma o treinador. A regularidade também é decisiva, já que treinos espaçados demais impedem adaptações consistentes.
Além da estética, o ganho de força contribui diretamente para a resistência durante a folia. “Músculos fortes fadigam menos, protegem as articulações e ajudam o corpo a aguentar horas em pé ou dançando”, explica Florencio. Ele destaca ainda que o carnaval funciona como um gatilho de motivação, mas deve ser visto como um ponto de partida. “Quando a pessoa percebe mudanças reais em seis semanas, a chance de manter o treino depois da folia é muito maior.”
Veja a sugestão de treino desenvolvida por Lucas Florencio no vídeo a seguir:
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