A explosão dos pirulitos Ticky não é apenas um caso de sucesso nas redes sociais. É um retrato claro de como a alimentação e o comportamento da Geração Z estão mudando. Criada com participação direta da digital influencer Antonella Braga, a marca nasce com o propósito de oferecer um doce leve, visualmente marcante e alinhado à busca crescente por produtos sem açúcar. Em apenas 48 horas, a Ticky vendeu mais de 500 mil unidades, um número que chama atenção não apenas pelo volume, mas pelo contexto: estamos diante de um público jovem que não rejeita o doce, mas que quer consumir prazer de forma mais controlada, simbólica e esteticamente atraente.Um doce que acompanha novos padrões de consumoOs pirulitos chegam com uma proposta simples: entregar sabor com intensidade moderada e zero adição de açúcar. Mas o impacto deles é maior do que isso. Eles se encaixam em uma lógica de microconsumo, pequenas pausas doces, acessíveis e rápidas, que saciam a vontade sem gerar a sensação de exagero que muitos jovens tentam evitar.É uma guloseima compatível com a rotina corrida, com as preocupações estéticas e também com uma cultura alimentar que valoriza o leve e suficiente. O que mais chama atenção na Ticky é como a marca entende que o sabor não é apenas sobre paladar e sim sobre experiência. E isso aparece com clareza nos três sabores testados.Os pirulitos são comercializados em pouches selados, cada um contendo quatro unidades. No site oficial, o pack com três pouches ( 1 de cada sabor), totalizando 12 pirulitos, custa R$48,00. Já os packs individuais com quatro pouches de um único sabor, que somam 16 unidades, são vendidos por R$56,00. O modelo de venda em múltiplas unidades reforça a proposta de consumo leve e recorrente, pensado para quem busca pequenos momentos de doçura ao longo do dia.Entre o prazer e o autocontroleAo analisar os três sabores juntos, fica claro que a Ticky não está tentando competir com doces tradicionais. Ela está ocupando um espaço entre o prazer e o autocontrole. Por serem pequenos, leves e moderados, funcionam como uma ferramenta no dia a dia: algo para carregar na mochila, deixar na mesa de estudo ou usar como substituição nos momentos de vontade de doce. E o fato de serem zero açúcar posiciona o produto em uma camada de consumo mais consciente, mesmo que não seja um alimento saudável por definição. Ele atende a uma demanda real, a de quem não quer cortar o doce, mas quer consumir sem culpa e com menos impacto calórico.A experiência da Ticky além do saborO desempenho da marca mostra um movimento claro dentro do mercado de guloseimas: a valorização de produtos que equilibram sabor e moderação. A procura por opções zero açúcar, de porção pequena e com perfis aromáticos mais suaves indica uma mudança na maneira como as pessoas consomem doce no dia a dia.Os sabores da Ticky acompanham essa tendência. Não competem com a intensidade das balas tradicionais. Ficam na zona intermediária, onde o doce está presente, mas não domina. O resultado é um produto que se encaixa em rotinas fragmentadas, oferecendo um momento rápido de prazer sem comprometer o restante da alimentação.