Mel ou açúcar mascavo? Qual a melhor opção para adoçar os alimentos?

A resposta pode surpreender você

Por Amanda Panteri 2 dez 2019, 15h11 | Atualizado em 3 jul 2026, 18h31
Mel ou açúcar mascavo
 (Metkalova/Thinkstock/Getty Images)
Continua após publicidade
Mel ou açúcar mascavo? Qual a melhor opção para adoçar os alimentos? Priorizar nos meus resultados Google

Se existisse uma batalha dos alimentos, com certeza essa disputa seria uma das mais assistidas. No que diz respeito ao sabor, os dois empatam: o açúcar mascavo ou o mel são ótimos para deixar todas as receitas que fazemos mais docinhas. Contudo, qual é o ingrediente vencedor na questão saudabilidade? 

Segundo a nutricionista Edvânia Soares, da Estima Nutrição, é preciso entender que a moderação deve vir antes de tudo. “O ideal é que as pessoas consumam, no máximo, uma colher de chá por dia, não importa de qual deles. Isso porque os dois têm altas cargas glicêmicas e quase a mesma quantidade de calorias”, ela explica. Sem contar que eles são contraindicados para os diabéticos e bebês de até dois anos. “Principalmente o mel, que contém a bactéria produtora da toxina botulínica, podendo causar paralisia nos pequenos”, alerta. 

Qual o mais saudável: açúcar mascavo ou mel?

Mesmo assim, eles possuem diferenças. Veja abaixo quais são e descubra a melhor alternativa para você: 

Açúcar mascavo 

Continua após a publicidade

Sim, ele tem as mesmas origens do açúcar refinado, mas não é tão processado quanto. “Ambos vêm da cana ou melaço, só que um é mais refinado do que o outro. Por isso, perde a cor amarronzada e fica mais branquinho”, Edvânia afirma. 

São tantas as fases para a fabricação do açúcar refinado que ele se transforma em diversos produtos antes de ficar com o aspecto que a gente conhece. Primeiro, a cana vira melaço; depois, açúcar mascavo; depois, demerara; depois, cristal; e, somente por fim, resulta no refinado. 

Continua após a publicidade

E não é só a cor que é perdida em todas essas etapas não, viu? “No processo, o açúcar perde vitaminas e minerais, diminui sua quantidade de bactérias boas e aumenta as ruins, afetando o nosso sistema digestivo. Por isso, o açúcar mascavo é o melhor em comparação com os demais”, diz a nutricionista.

Ele ainda contém magnésio, cálcio, fósforo e potássio, mas em quantidades bem pequenas – nada de achar que pode exagerar na dose, viu? Além disso, tem menor tendência em aumentar repentinamente os níveis de açúcar no sangue do que o refinado. E seu sabor mais encorpado pode até não agradar muitos humanos, mas as bactérias probióticas amam (não é à toa que muita gente o utiliza para alimentar o kefir). 

Continua após a publicidade

Mel 

Já o mel é conhecido e utilizado há muito tempo pelas civilizações ocidentais. Ele sempre fez parte de receitas para cura de doenças respiratórias e digestivas. E com razão. “Por ter um pH mais baixo, possui efeitos anti-inflamatório e cicatrizante. Ideal para gripes e resfriados, asmas, acne e problemas no intestino”, explica Edvânia. 

De acordo com a nutricionista, ele também possui algumas vitaminas e minerais, e é um ótimo acompanhamento para iogurtes e aveias. “O mel é um bom pré-treino. Mas, novamente, é preciso ter cautela com o consumo exagerado”, finaliza. 

Publicidade

Essa é uma matéria fechada para assinantes.
Se você já é assinante clique aqui para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.