Os perigos de usar canetas emagrecedoras sem exercícios físicos
Emagrecedores injetáveis e a falta de exercícios: por que essa combinação pode ser um risco para sua saúde e metabolismo.
As conhecidas canetas emagrecedores têm sido bastante procuradas pelas pessoas que querem “conquistar resultados rápidos” em relação ao emagrecimento. Muitas vezes, elas são vistas como “soluções milagrosas” para a perda de peso e utilizados sem a devida orientação e sem a adoção de hábitos saudáveis.
Há casos em que o uso de canetas emagrecedoras ocorre sem aliar cuidados como dieta balanceada e prática regular de atividades físicas.
Jogar tudo nas “mãos” desses medicamentos e deixar de lado um estilo de vida ativo e realmente equilibrado é perigoso para a saúde por diversos motivos, com impactos que incluem a parte física, mental e a manutenção dos resultados.
“O emagrecimento sem exercício pode gerar um corpo metabolicamente mais vulnerável e estruturalmente mais fraco, e, queixas do tipo ‘emagreci, mas fiquei mais fraco’, ‘emagreci mas estou flácida’, começam a acontecer”, comenta Clarissa Rios, médica, educadora física e CEO da DoctorFit.
Canetas emagrecedoras podem dar pancreatite?
Por que tomar canetas sem praticar atividade física pode ser perigoso?
Tomar canetas emagrecedoras sem fazer exercícios pode causar uma série de prejuízos, sendo que um dos principais é a perda de massa muscular.
A falta de músculos no corpo está associada a problemas como fraqueza, diminuição da capacidade funcional, piora no funcionamento do metabolismo e maior chance de lesões.
“Ao emagrecer sem fazer treino de força e estímulo muscular, pode ocorrer redução significativa de massa magra, queda de força e resistência, maior risco de dores e lesões, piora na mobilidade e comprometimento da autonomia a médio e longo prazo”, cita.
“Músculo não é apenas estética, ele sustenta articulações, protege contra lesões, melhora equilíbrio e mantém o metabolismo ativo”, complementa a especialista.
Além disso, em casos nos quais o indivíduo perde peso sem se movimentar, especialmente quando associado apenas ao uso de medicamentos, há uma grande chance de acontecer um efeito rebote.
Sem o estímulo do exercício e com o comprometimento da musculatura, também ocorre uma redução do gasto energético basal, o que pode dificultar a estabilidade do peso após a interrupção.
Ou seja, o resultado é um emagrecimento que altera medidas, mas não necessariamente melhora a qualidade de vida.
“A pessoa vê um corpo menor no espelho, mas não se sente mais capaz. Não corre melhor, não tem mais disposição, não se sente mais ativa. Isso impacta a autoestima e confiança funcional”, finaliza.
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