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Puxada na frente: pegada aberta ou fechada?

A posição das mãos muda o foco do exercício e a participação dos braços na puxada

Por Helena Saigh
19 dez 2025, 18h00 •
Puxada de frente
Pegada aberta ou fechada interfere no estímulo das costas e no controle do movimento. (freepik/Freepik)
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  • A puxada na frente é um dos exercícios mais usados para desenvolver as costas, especialmente o latíssimo do dorso. Apesar de parecer apenas uma variação simples, a forma de segurar a barra muda bastante o estímulo do exercício, a participação dos braços e até o conforto durante o movimento.

    Como a pegada muda o trabalho dos músculos

    Independentemente da pegada, a puxada na frente ativa principalmente o latíssimo do dorso, mas também envolve bíceps, antebraços e músculos responsáveis pela estabilização das escápulas. O que muda é a distribuição desse esforço ao longo do movimento.

    Um estudo publicado no Journal of Strength and Conditioning Research analisou a atividade eletromiográfica durante a puxada na frente com diferentes larguras de pegada e observou que a posição das mãos interfere diretamente na participação dos braços e das costas, alterando a sensação e a eficiência do exercício.

    Pegada aberta: mais foco nas costas

    Na pegada aberta, as mãos ficam mais afastadas do que a largura dos ombros. Essa posição tende a reduzir a ajuda do bíceps, exigindo mais do latíssimo do dorso, especialmente na fase inicial da puxada.

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    Essa diferença foi observada em uma pesquisa publicada no Journal of Applied Biomechanics, que mostrou que pegadas mais abertas diminuem a flexão do cotovelo durante o movimento. Com isso, os braços ajudam menos e as costas assumem maior parte do trabalho. Em contrapartida, o estudo também aponta maior demanda sobre a articulação do ombro, o que exige mais controle e boa técnica.

    Pegada fechada: mais força e controle

    Com a pegada fechada, as mãos ficam mais próximas, geralmente na largura dos ombros. Isso permite maior flexão do cotovelo, facilitando a participação do bíceps e tornando o movimento mais estável.

    Um estudo publicado no European Journal of Applied Physiology mostrou que pegadas mais estreitas permitem maior controle do movimento e possibilitam o uso de cargas mais altas, com menor estresse sobre a articulação do ombro. Por isso, essa variação costuma ser mais confortável para iniciantes ou para quem tem limitações de mobilidade.

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    Qual pegada escolher no treino?

    Não existe uma pegada melhor de forma absoluta. Uma revisão publicada na revista Sports Biomechanics concluiu que diferentes pegadas alteram o padrão de ativação muscular, mas que os ganhos de força e hipertrofia dependem principalmente da técnica, do volume total de treino e da progressão de carga ao longo do tempo.

    Os autores reforçam que alternar pegadas pode ser uma estratégia eficiente para estimular as costas de maneiras diferentes e reduzir o risco de sobrecarga repetitiva.

    Execução vem antes da pegada

    Independentemente da posição das mãos, estudos concordam que a ativação das costas é maior quando o movimento começa pela depressão e retração das escápulas, e não pela flexão do cotovelo. Esse padrão ajuda a evitar que o exercício vire “bíceps na máquina” e melhora o estímulo no latíssimo do dorso.

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