Quer começar a praticar pole dance? 8 dicas de ouro para iniciantes

A instrutora Vanessa Del Negri nos contou o que faz diferença na prática

Por Helena Saigh 26 mar 2026, 20h00 •
pole dance
Com orientação e consistência, o pole dance pode ser acessível mesmo para quem está começando. (freepic.diller/Freepik)
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  • O pole dance vem ganhando cada vez mais espaço como prática que combina força, técnica e expressão corporal. Mas, para quem está começando, ainda surgem muitas dúvidas sobre preparo físico, segurança e evolução.

    Para entender melhor esse começo, conversamos com a instrutora de pole dance Vanessa Del Negri, que compartilhou orientações importantes para quem quer iniciar na prática com mais confiança.

    1. Escolha bem onde você vai treinar

    Um dos primeiros pontos, segundo ela, está antes mesmo da aula: escolher bem onde treinar. “Pesquise o estúdio, veja a formação dos professores, se tem equipamento de segurança, primeiros socorros. O aluno pode e deve perguntar isso.”

    Para Vanessa, esse cuidado inicial já ajuda a evitar lesões e cria uma base mais segura para quem está começando.

    2. Não espere ter preparo para começar

    Outra dúvida comum é sobre preparo físico. Muita gente acredita que precisa chegar com força ou experiência, mas ela desmistifica isso: “Super dá pra começar do zero, sem força, sem preparo. Isso tudo a gente ganha no processo.”

    Isso acontece porque o pole exige um tipo de força muito específico, que não necessariamente vem de outras atividades. Mesmo quem já treina costuma sentir o movimento como algo novo no corpo.

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    3. Entenda que a evolução é gradual

    E é justamente esse processo que marca a evolução na prática. No início, pode parecer difícil até realizar movimentos básicos, mas as mudanças aparecem aos poucos.

    “Você começa sem conseguir fazer nada, e de repente consegue dar uma volta na barra sem colocar o pé no chão”, conta a instrutora. São essas pequenas conquistas que tornam o caminho mais motivador.

    4. Evite comparações

    Nesse percurso, um erro comum é se comparar com outras pessoas. Vanessa alerta que isso pode atrapalhar mais do que ajudar. “Cada corpo tem uma história. Um corpo grande é diferente de um corpo pequeno, um corpo alto é diferente de um corpo baixo.”

    Segundo ela, olhar para o próprio progresso é o que realmente sustenta a evolução!

    5. Não estabeleça prazos rígidos

    Outro ponto importante é evitar criar prazos para aprender. “Não vai esperando que você vai conseguir fazer alguma coisa muito absurda num tempo X.”, comenta a instrutora.

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    Como cada pessoa tem um ritmo diferente, estabelecer metas muito fechadas pode gerar frustração e até levar à desistência.

    6. Seja consistente

    Mais do que intensidade, o que realmente faz diferença é a consistência.

    “Eu prefiro que você vá uma vez por semana, mas vá toda semana, do que ir cinco vezes e depois parar.”, explica Vanessa. A evolução, segundo ela, vem da continuidade, não de picos de treino.

    7. Não desista quando algo não sair como espera

    Essa lógica também vale para momentos de frustração. Nem sempre um movimento sai quando você espera, e isso faz parte do processo. Para Vanessa, “Se você não conseguiu um movimento hoje, isso não significa que você não está evoluindo.”

    Muitas vezes, o corpo está construindo outras bases necessárias para que aquilo aconteça depois. “Tem forças que você vai desenvolvendo até conseguir chegar naquele movimento.”, explica ela.

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    8. Busque referências mais próximas da sua realidade

    Vanessa também traz um olhar importante sobre referência dentro da prática. “Busque referências em corpos parecidos com o seu. Os movimentos vão ser diferentes dependendo do corpo.” 

    Ela explica que características físicas influenciam diretamente na execução. “Eu tenho coxa grande, tenho peito grande. Se eu tentar fazer o movimento de alguém com outro corpo, eu não vou conseguir me encaixar da mesma forma.”

    Quando a referência é mais próxima da realidade, a percepção muda. “Você consegue olhar aquilo e saber que também é capaz.” Ela ainda reforça a importância de honestidade nesse processo: “Às vezes a gente acredita que é uma coisa que não necessariamente a gente é.”

    Cuidados práticos antes da primeira aula

    Na parte prática, alguns cuidados simples ajudam bastante. “Vai de short, porque você precisa desse contato com a barra.” Ela também recomenda levar toalha e evitar produtos na pele: “Não passa hidratante, porque você não vai conseguir grudar.”

    Como saber qual treino combina mais com você?

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    Comece do jeito que você está

    No fim, a principal orientação é simples: começar. “Comece. Vai do jeito que você está!”, resume.

    Para Vanessa, o pole dance é construído com o tempo, e a evolução vem com paciência. “O pole é a arte da insistência e da paciência.”

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