Como exercícios multiarticulares potencializam a queima de gordura?
O tipo de músculo trabalhado muda mais do que você imagina no resultado do treino
Quando o objetivo é emagrecer, muita gente foca apenas no tempo de treino ou no tipo de cardio escolhido. Mas um fator decisivo costuma passar despercebido: quais músculos estão sendo trabalhados. Exercícios que envolvem grandes grupos musculares tendem a gerar um impacto maior no gasto energético e na resposta metabólica do corpo.
Isso acontece porque o tamanho e a quantidade de massa muscular recrutada durante o exercício influenciam diretamente a demanda de energia, tanto durante quanto após o treino.
O papel dos grandes grupos musculares no gasto energético
Movimentos que ativam pernas, glúteos, costas e peitoral exigem mais esforço do organismo. Esses músculos concentram uma grande parte da massa muscular total do corpo e, quando ativados simultaneamente, aumentam o consumo de oxigênio e a produção de energia.
Um estudo publicado no Journal of Strength and Conditioning Research, mostrou que exercícios multiarticulares, como agachamentos e levantamentos, geram maior gasto energético do que exercícios isolados, mesmo quando o tempo de treino é semelhante.
Mais músculos ativos, maior resposta metabólica
Além do gasto durante o exercício, treinos que recrutam grandes grupos musculares tendem a provocar uma resposta metabólica prolongada após o fim da sessão. Esse efeito está ligado ao aumento do EPOC, o consumo excessivo de oxigênio pós-exercício, que mantém o metabolismo elevado enquanto o corpo se recupera.
Uma revisão publicada no Journal of Sports Sciences, aponta que exercícios de maior intensidade e com maior massa muscular envolvida produzem um EPOC mais significativo, contribuindo para um gasto calórico total maior ao longo do dia.
O que é o efeito EPOC na musculação?
Exercícios multiarticulares e eficiência no emagrecimento
Agachamentos, avanços, remadas, supinos e levantamentos são exemplos de exercícios que envolvem várias articulações e músculos ao mesmo tempo. Esse tipo de estímulo não só aumenta a demanda energética, como também melhora força, coordenação e controle corporal.
Segundo uma revisão no Sports Medicine, treinos que priorizam movimentos compostos favorecem maior adaptação muscular e metabólica quando comparados a rotinas baseadas apenas em exercícios isolados, especialmente em programas voltados ao emagrecimento.
Massa muscular e metabolismo em longo prazo
Outro ponto importante é que o fortalecimento de grandes grupos musculares contribui para a manutenção e o aumento da massa magra. Como o tecido muscular é metabolicamente ativo, ele ajuda a elevar o gasto energético basal, ainda que de forma moderada.
Um estudo publicado no American Journal of Clinical Nutrition, destaca que a preservação da massa muscular durante o emagrecimento é fundamental para sustentar o metabolismo e evitar quedas acentuadas no gasto energético ao longo do tempo.





