Saiba se a cadeira extensora realmente faz mal aos joelhos ou se é apenas um mito

Entenda como a cadeira extensora atua na articulação do joelho

Por Helena Saigh 16 dez 2025, 20h00 | Atualizado em 20 jan 2026, 14h14
mulher treinando na cadeira cadeira extensora
A forma de executar influencia diretamente o impacto articular. (diana.grytsku/Freepik)
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A cadeira extensora é um dos exercícios mais controversos da musculação quando o assunto é saúde dos joelhos. Para muitos, ela é vista como vilã, associada a dores articulares e risco de lesão. Mas a ciência mostra que essa relação não é tão simples assim.

O exercício não é, por definição, prejudicial. O que determina se ele faz mal ou não é a forma como é executado, a carga utilizada e o histórico de quem pratica.

Por que a cadeira extensora gera tanta desconfiança?

Diferente de exercícios como agachamento ou leg press, a cadeira extensora é um movimento de cadeia cinética aberta, no qual o pé se move livremente enquanto o joelho realiza a extensão contra resistência. Esse padrão realmente aumenta as forças de cisalhamento na articulação do joelho, principalmente nos últimos graus do movimento.

Pesquisas publicadas no Journal of Orthopaedic & Sports Physical Therapy mostram que as maiores forças sobre o ligamento cruzado anterior e sobre a articulação patelofemoral ocorrem entre 0° e 30° de extensão do joelho, ou seja, próximo ao final do movimento da cadeira extensora. Isso não significa que o exercício seja proibido, mas indica que a amplitude precisa ser bem controlada.

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O que realmente acontece com o joelho durante o exercício

Uma revisão publicada no Sports Health Journal aponta que a cadeira extensora pode ser segura para joelhos saudáveis quando realizada com cargas moderadas, velocidade controlada e sem travamento total da articulação. O estudo reforça que o exercício se torna problemático apenas quando há excesso de carga ou execução inadequada.

Além disso, pesquisas na área de reabilitação mostram que a extensão de joelho em cadeia aberta é amplamente utilizada em protocolos pós-cirúrgicos, inclusive após reconstrução do ligamento cruzado anterior. Um artigo do International Journal of Sports Physical Therapy destaca que o exercício pode fazer parte da recuperação desde que a progressão seja adequada e respeite limites de amplitude e carga.

Ou seja, se a cadeira extensora fosse, por si só, prejudicial ao joelho, ela não seria usada em contextos clínicos controlados.

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Quando a cadeira extensora pode sobrecarregar o joelho?

O risco aparece quando o exercício é feito sem critério. Cargas muito altas, movimentos rápidos, falta de controle e extensão completa com travamento aumentam o estresse articular e podem agravar quadros de dor anterior no joelho.

Segundo José Adeirton, educador físico e personal trainer da Academia Gaviões, estender o joelho além do limite seguro pode gerar tensão excessiva nos ligamentos e aumentar o risco de hiperextensão. Por isso, alinhar corretamente os joelhos ao eixo da máquina e manter a lombar apoiada são cuidados fundamentais para proteger a articulação.

Mito ou verdade?

É mito dizer que a cadeira extensora faz mal para os joelhos de forma geral. O exercício pode ser prejudicial quando mal executado, mas, quando feito com técnica adequada, carga ajustada e dentro de uma amplitude segura, ele pode fortalecer o quadríceps e contribuir para a estabilidade do joelho.

Como em qualquer exercício, o fator decisivo não é o movimento em si, mas a forma como ele é usado dentro do treino.

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