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Orgânicos correm risco de serem proibidos nos supermercados

Deputados aprovam projeto de lei que limita os locais de venda dos alimentos sem agrotóxicos  

Por Eliane Contreras
3 jul 2018, 21h27 • Atualizado em 21 out 2024, 17h29
hortaliças orgânicas
 (Peter Wendt on Unsplash/Thinkstock/Getty Images)
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  • Sabe as poucas hortaliças, frutas e sucos orgânicos disponíveis nos sacolões, empórios e supermercados? Infelizmente, correm o risco ser retirados das prateleiras. Na mesma semana da confirmação do “Pacote do Veneno”, a Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei (PL 4576/2016 – leia o texto na íntegra) que delimita a comercialização dos produtos orgânicos – eles só poderão ser vendidos diretamente para o consumidor em feiras livres (provisórias e permanentes) ou em propriedade particular.

    A justificativa do autor do PL, o deputado Edinho Bez (MDB-SC), é proteger o consumidor de “fraudes”, já que existem produtos convencionais sendo vendidos como orgânicos. Mas ainda não é definitivo: o texto agora tramita na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC), que analisa se o projeto não fere a constituição e a legislação vigentes e, só então, será votado no plenário de maneira definitiva, o que pode demorar.

    Mas ativistas, nutricionistas, médicos e consumidores preocupados com a qualidade dos alimentos que colocam na mesa estão atentos. Muitos deles usaram as redes sociais para demostrar a indignação com os deputados que votaram a favor. E prometem não ficar calados.

    Não é para menos: caso o projeto do deputado Edinho vire lei, a produção e o consumo dos alimentos livres de agrotóxicos serão prejudicados, assim como a nossa saúde e a do meio ambiente.

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