Por que a balança não reflete sua evolução nos treinos? Entenda o processo
As primeiras mudanças do corpo nem sempre aparecem no peso, mas já estão acontecendo
Começar a treinar costuma vir acompanhado de expectativa imediata por resultados e, muitas vezes, a primeira coisa que decepciona é a balança. Mas a ausência de mudança no número não significa que o corpo não esteja respondendo ao exercício.
A nutricionista e colunista da Boa Forma, Marina Nogueira, explica que o problema não está na balança em si, mas na forma como muitas pessoas usam esse número como único parâmetro de evolução. “Se o número determina sua alimentação, seu humor e suas atividades físicas, está na hora de repensar esse hábito. O peso não é sinônimo de saúde”, alerta.
O que o número não mostra
Ao iniciar uma rotina de treinos, especialmente com musculação, o corpo passa por adaptações importantes. É possível perder gordura e, ao mesmo tempo, ganhar massa muscular, e o peso total pode não mudar ou até aumentar.
Um estudo publicado no Journal of Strength and Conditioning Research, mostrou que iniciantes em treino de força apresentaram melhora significativa na composição corporal sem alterações relevantes no peso nas primeiras semanas.
Ou seja, o corpo muda, mas a balança não conta essa história inteira.
Mais do que pesar, é preciso observar
Por isso, acompanhar o progresso vai além de subir na balança. Medidas corporais, desempenho nos treinos, percepção de energia no dia a dia e até a forma como as roupas vestem são sinais importantes de evolução.
Ferramentas como a bioimpedância ajudam a entender melhor essas transformações, mas mesmo estratégias simples, como fotos comparativas e anotações de performance, já oferecem uma visão mais realista do progresso.
Como reforça Marina Nogueira, “a balança não mostra o quanto você está mais forte, mais resistente ou com mais disposição”.
Quando você começa a treinar, o corpo muda antes do número. A balança pode até demorar a reagir, mas isso não significa estagnação. Muitas vezes, é sinal de recomposição corporal. Olhar além do peso é essencial para não desvalorizar um processo que está, sim, funcionando.





