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Inimigo silencioso do emagrecimento: entenda o que é o sedentarismo digital

Veja como estar conectado pode atrapalhar seu metabolismo, mesmo se alimentando bem

Por Maraísa Bueno
31 dez 2025, 10h00 •
Saiba como o sedentarismo digital pode afetar seu estilo de vida saudável
Saiba como o sedentarismo digital pode afetar seu estilo de vida saudável (DC Studio/Freepik)
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  • Com a evolução da internet, passamos os dias cada vez mais conectados. E, apesar da busca por uma rotina saudável, o sedentarismo digital é um inimigo silencioso que afeta a rotina de muitas pessoas, sem elas perceberem. Quem é afetado não é apenas quem fica com o celular ligado antes de dormir, mas também quem trabalha sentado durante horas. Afinal, o ser humano moderno passa entre 9 e 12 horas por dia em frente a telas. 

    “Esse comportamento cria um cenário metabólico perigoso, o corpo fica ativo mentalmente, mas completamente inerte do ponto de vista fisiológico”, explica o médico nutrólogo Dr. Ronan Araujo, referência nacional em emagrecimento e saúde metabólica.

    É a combinação perfeita para o que especialistas chamam de sedentarismo digital, um estilo de vida em que a tecnologia ocupa cada minuto, reduzindo drasticamente o movimento corporal, bagunçando hormônios, empurrando o metabolismo para um estado de economia de energia e travando o processo de perda de gordura.

    Por que quem vive conectado engorda mais, mesmo comendo bem?

    A ciência já sabe, o corpo não foi desenhado para o que vivemos hoje. O metabolismo entra em um modo “hibernação” e ficar longos períodos sentado, diminui: 

    • gasto calórico basal
    • fluxo sanguíneo
    • atividade das enzimas que quebram gorduras
    • sensibilidade à insulina
    • Isso cria um ambiente interno perfeito para acúmulo de gordura e resistência metabólica.
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    Além disso, o sedentarismo digital também causa a chamada ansiedade digital e também pode acontecer uma compulsão alimentar

    A sobrecarga de estímulos, notificações, vídeos curtos, multitarefas, aumenta dopamina artificial e diminui serotonina. O resultado é um cérebro mais ansioso, impulsivo e fatigado, que busca alívio rápido em carboidratos simples e doces. “Não é falta de força de vontade. É neuroquímica”, ressalta o Dr. Ronan.

    O uso de telas à noite também reduz melatonina e compromete o sono profundo. Uma noite ruim altera:

    • leptina (hormônio da saciedade)
    • grelina (hormônio da fome)
    • cortisol (hormônio do estresse)
    • Com isso, o corpo acorda inflamado e faminto pedindo energia rápida.

    O sedentarismo digital também reduz a motilidade intestinal, favorecendo:

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    • inchaço
    • constipação
    • má absorção de nutrientes
    • maior inflamação

    Intestino desequilibrado significa metabolismo travado.

    Sem estímulo físico regular, há perda de massa muscular, e cada quilo de músculo perdido reduz o gasto energético diário. É literalmente um corpo que “queima menos”.

    Diferente do sedentarismo clássico, o digital tem uma armadilha perigosa: a sensação de produtividade. Você está ativo mentalmente, cumprindo tarefas, respondendo mensagens, criando, resolvendo. A ilusão é: “não fiquei parado o dia todo”.

    Mas o corpo ficou. “Metabolicamente, ficar quatro horas seguidas sentado é tão prejudicial quanto pular um treino inteiro”, afirma o Dr. Ronan.

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    O impacto emocional que quase ninguém fala

    O excesso de tela não impacta só o metabolismo: afeta diretamente o emocional, resultando em:

    • mais estresse
    • mais impulsividade
    • mais distração
    • mais exaustão mental
    • menos motivação para treinar
    • menos disposição para preparar comida de verdade

    É uma combinação explosiva para o ganho de peso e a perda de saúde mental.

    Por que estamos entrando no paradoxo do “engordar vivendo parado”

    O corpo humano precisa de movimento para funcionar, não apenas para treinar. Movimentar-se não é algo “fitness”, é fisiológico. A base do emagrecimento começa no estilo de vida, não na intensidade dos treinos.

    É o volume total de movimento diário que influencia:

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    • glicemia
    • inflamação
    • gasto energético
    • digestão
    • regulação hormonal
    • humor
    • apetite

    O que fazer? A solução não é abandonar tecnologia, é hackear o dia

    Aqui entra o olhar clínico do Dr. Ronan. Não se trata de demonizar telas; trata-se de recuperar a fisiologia do corpo dentro do mundo moderno e o profissional traz as dicas:

    1. Regra das pausas metabólicas

    A cada 45 minutos sentado:

    • levante
    • caminhe 2 minutos
    • alongue o quadril
    • mova a coluna
    • ative panturrilhas
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    Isso aumenta imediatamente o gasto calórico.

    2. Priorize proteína e comida de verdade

    Reduz os picos de fome gerados pela hiperestimulação digital.

    3. Sol matinal

    Regula melatonina, cortisol e o eixo hormonal.

    4. Dormir longe do celular

    É o ajuste mais subestimado e um dos mais poderosos para a saúde metabólica.

    5. Treinos curtos, mas diários

    Melhor 20 minutos todos os dias do que 1 hora duas vezes por semana.

    6. Detox de dopamina (realista)

    Menos estímulos fáceis = menos impulsos alimentares.

    O inimigo não é o celular é o corpo esquecido atrás da tela

    A maioria das pessoas que tenta emagrecer achando que “falta disciplina” está, na verdade, lutando contra uma vida digital que desliga os mecanismos naturais de queima calórica, fome, saciedade, humor e disposição.

    “O sedentarismo digital é o novo desafio metabólico da geração moderna e o emagrecimento só acontece quando devolvemos movimento ao corpo e equilíbrio ao cérebro”, finaliza o Dr. Ronan Araujo.

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