Gordura localizada: descubra as 4 regiões mais desafiadoras para eliminar

Descubra por que a gordura teima em ficar em certas partes do corpo, mesmo com dieta e exercícios. Nutricionista explica!

Por Maraísa Bueno 12 mar 2026, 10h00 • Atualizado em 16 mar 2026, 13h16
Quais as regiões do corpo mais difíceis de perder a gordura localizada? Especialista responde
Quais as regiões do corpo mais difíceis de perder a gordura localizada? Especialista responde (jcomp/Freepik)
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  • Quem está em processo de emagrecimento, sabe que eliminar gordura corporal é um dos tópicos de objetivos, principalmente, porque o corpo nem sempre responde de forma uniforme. Algumas regiões parecem demorar mais para mudar, mesmo com a constância nas atividades físicas somada à alimentação equilibrada.

    Esse desafio também aparece nos números: dados do relatório global World Obesity Atlas 2025, elaborado pela World Obesity Federation e publicado em 2025, mostram que 68% dos brasileiros vivem com excesso de peso, sendo 31% com obesidade e 37% com sobrepeso, evidenciando a dimensão do tema no país.

    Fernanda Lopes, nutricionista da Six Clínic, iniciativa 100% online voltada ao cuidado em obesidade e sobrepeso, destaca que essa resistência tem explicação fisiológica. “Algumas áreas do organismo possuem maior densidade de receptores que dificultam a mobilização da gordura armazenada. Além disso, fatores hormonais, genéticos e o próprio padrão metabólico de cada pessoa influenciam diretamente onde o corpo tende a acumular e preservar reservas energéticas”, explica. 

    Pensando nisso, a especialista destaca algumas das partes do corpo que costumam apresentar maior resistência durante a trajetória de perda de peso, confira:

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    Abdômen inferior

    A região abdominal, especialmente a parte inferior, costuma ser uma das que mais geram frustração. “Essa área concentra depósitos de gordura que sofrem influência direta de fatores hormonais, estresse e hábitos de vida. Por isso, mesmo com diminuição geral do peso corporal, a mudança visual pode demorar mais a aparecer”, explica a nutricionista.

    Entre os fatores que podem ajudar estão a melhora da qualidade do sono, o controle do estresse e a manutenção de um padrão alimentar equilibrado associado à prática regular de atividade física.

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    2

    Flancos (laterais da cintura)

    Popularmente conhecidos como “pneuzinhos”, os flancos apresentam uma característica metabólica específica. “Essa área costuma apresentar menor fluxo sanguíneo em comparação com outras partes do organismo, o que pode tornar a mobilização da gordura um pouco mais lenta”, afirma Fernanda.

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    Por esse motivo, a redução dessa área costuma acompanhar a diminuição do percentual de gordura corporal total, ocorrendo de forma gradual ao longo do processo.

    3

    Parte interna das coxas

    O acúmulo de gordura na parte interna das coxas é bastante comum, especialmente entre mulheres. “Existe uma forte influência hormonal nesse padrão de distribuição de gordura, além de fatores genéticos e características da composição corporal feminina”, explica a especialista.

    Manter constância em alimentação equilibrada e exercícios físicos contribui para reduzir o percentual de gordura corporal ao longo do tempo, impactando também essa região.

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    Qual a importância de uma boa alimentação?

    4

    Região lombar

    O acúmulo de gordura na parte inferior das costas também costuma apresentar maior resistência. “Muitas vezes essa área concentra gordura subcutânea de longa duração, que tende a responder mais lentamente às mudanças metabólicas”, afirma Fernanda. Nesses casos, a consistência nas estratégias de alimentação equilibrada, sono adequado e atividade física regular costuma ser fundamental para estimular o organismo a utilizar essas reservas ao longo do tempo.

    A profissional reforça que o corpo não elimina gordura de forma localizada e que a redução acontece de maneira global. “Não é possível escolher exatamente de qual área a gordura será eliminada primeiro. O organismo reduz o percentual de gordura corporal como um todo, e cada pessoa possui um padrão diferente de resposta metabólica”, afirma.

    Quando buscar acompanhamento profissional pode fazer diferença?

    A nutricionista também destaca que contar com acompanhamento profissional pode fazer diferença ao longo do processo. “Buscar orientação em um serviço especializado ajuda a entender melhor o funcionamento do corpo e a ajustar estratégias de forma segura. Hoje, inclusive, já é possível ter acompanhamento por meio da telemedicina, com consultas e suporte online, o que facilita o acesso e permite um cuidado mais contínuo para quem deseja emagrecer com orientação adequada”, conclui.

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