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Sexualidade Positiva

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Chris Marcello é publicitária (UAM), pós-graduada em Administração de Empresas (FAAP) e em Educação Sexual (UNISAL). Palestrante, escritora e empresária, idealizadora das marcas: ItSophie e LovePlan.

Desmistificando Tabus: Sexualidade Ativa Após os 50 anos

Por Chris Marcello, Educadora Sexual @chrismarcello_sexologa e Empresária @itsophieoficial @loveplanoficial
13 dez 2025, 16h00 •
Desmistificando Tabus: Sexualidade Ativa Após os 50 anos | (freepik/Freepik)
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  • A sexualidade não tem prazo de validade. Após os 50 anos, muitas mulheres redescobrem o prazer com mais liberdade, autoconhecimento e menos pressões externas.

    Como lembra a antropóloga Miriam Goldenberg, autora de A Arte de Gozar, “quis mostrar que é possível gozar na maturidade. Fiz um manifesto pela nossa bela velhice”.

    Essa visão rompe com o estigma de que a menopausa marca o fim da vida sexual e abre espaço para uma narrativa de potência e autonomia.

    Na prática, o corpo passa por transformações: alterações hormonais, secura vaginal, mudanças na libido. Mas isso não significa o fim da intimidade. Pelo contrário, especialistas apontam que manter uma vida sexual ativa traz benefícios para a autoestima, saúde física e emocional.

    A jornalista Maria Cândida, que aos 52 anos se posiciona como voz ativa contra o etarismo, reforça: “Sexo para mim é muito importante. Às vezes, as pessoas acham que uma mulher madura não tem desejo, agora que é a hora, agora que a gente já passou por várias experiências e está querendo passar por novas”.

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    Em outra reflexão, ela celebra: “Me despir nos meus 50 anos faz parte da minha libertação como mulher, da revolução de amor comigo mesma”.

    Esse movimento de desconstrução é também cultural. Como destaca Goldenberg, “nenhuma mulher nasce livre: torna-se livre”.

    A liberdade sexual na maturidade é fruto de escolhas conscientes, da recusa em se submeter a padrões estéticos rígidos e da valorização da experiência acumulada.

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    Como manter uma vida sexual prazerosa após os 50

    • Cuidar da saúde física e mental: exercícios regulares e atenção ao bem-estar emocional aumentam energia e desejo.
    • Aceitar e adaptar-se às mudanças hormonais: lubrificantes, hidratantes íntimos e terapias locais podem ser aliados importantes.
    • Comunicação aberta com o parceiro(a): falar sobre desejos e limites fortalece a conexão e amplia o prazer.
    • Explorar novas formas de intimidade: carícias, brinquedos eróticos e práticas sensoriais enriquecem a experiência.
    • Valorização da experiência acumulada: maturidade traz autoconhecimento e liberdade para experimentar sem culpa.
    • Estilo de vida saudável: alimentação equilibrada, sono de qualidade e redução de álcool e tabaco favorecem a saúde sexual.

    É totalmente possível e saudável manter uma vida sexual prazerosa após os 50 anos, desde que haja adaptações e abertura para novas formas de intimidade.

    Portanto, desmistificar tabus é reconhecer que o prazer não se encerra com a idade. Ele se reinventa. A sexualidade ativa após os 50 é um convite para viver com mais autenticidade, menos culpa e muito mais conexão consigo mesma e com o outro.

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