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Sexualidade Positiva

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Chris Marcello é publicitária (UAM), pós-graduada em Administração de Empresas (FAAP) e em Educação Sexual (UNISAL). Palestrante, escritora e empresária, idealizadora das marcas: ItSophie e LovePlan.

Quando o prazer vira obrigação: como resgatar o desejo sem culpa

Por Chris Marcello, Educadora Sexual, empresária @itsophieoficial e @loveplanoficial 8 mar 2026, 22h00 •
Quando o prazer vira obrigação como resgatar o desejo sem culpa
Quando o prazer vira obrigação: como resgatar o desejo sem culpa | (freepik/Freepik)
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  • Em relacionamentos longos, é comum que o sexo deixe de ser uma experiência de descoberta e passe a carregar o peso da obrigação. O que antes era prazer pode se transformar em tédio ou preguiça.

    Esther Perel descreve esse paradoxo em Sexo no Cativeiro: a intimidade e a rotina que dão segurança ao casal podem, paradoxalmente, sufocar o desejo. O desafio é aprender a cultivar o erotismo sem pressão ou culpa.

    O que chama atenção é que, hoje, psicólogos relatam um aumento das queixas sexuais também entre casais jovens, com pouco tempo de relacionamento.

    Estudos mostram que insegurança, ansiedade e expectativas irreais sobre o sexo podem minar o desejo já no início da vida a dois. Isso reforça que o desejo não é apenas uma questão de tempo de relação, mas de contexto emocional e relacional.

    Desejo espontâneo x desejo responsivo

    O desejo espontâneo, aquele que surge de repente, como uma faísca, é mais comum na fase inicial do apaixonamento, quando tudo é novidade. Com o tempo, ele tende a diminuir, independentemente de gênero.

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    Para muitas mulheres, o desejo se manifesta sobretudo de forma responsiva: não aparece “do nada”, mas é despertado pelo encontro, pelo toque, pela intimidade. Essa dinâmica não significa falta de desejo, mas sim uma forma diferente de funcionamento, igualmente saudável e legítima.

    Um estudo científico da Universidade de Tartu, na Estônia, analisou dados de mais de 67 mil pessoas e concluiu que o desejo sexual não depende apenas de hormônios.

    Ele é moldado por fatores sociais, relacionais e de estilo de vida. Isso reforça a ideia de que o desejo é dinâmico e pode ser nutrido, não é algo fixo ou perdido para sempre.

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    Deixo aqui 5 atitudes para reacender o desejo sem culpa

    1. Aceite o desejo responsivo: não espere sentir vontade “do nada”; permita-se ser despertada pelo encontro.
    2. Crie espaço para o mistério: pequenas doses de distância e novidade alimentam a curiosidade.
    3. Invista nos sentidos: toque, cheiro, música e ambiente podem ser gatilhos poderosos.
    4. Converse sem pressão: falar sobre fantasias e limites abre espaço para intimidade verdadeira.
    5. Desconecte prazer de obrigação: sexo não é checklist; é escolha consciente e livre.

    Resgatar o desejo não é pressionar-se para “ter vontade”, mas criar condições para que ele apareça, conscientemente. Como lembra Perel, “o erotismo não é sobre o que fazemos, mas sobre como nos sentimos ao fazê-lo.”

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