Atividade física libera analgésicos naturais?
A atividade física desempenha um papel importante na modulação de dores no corpo, atuando como uma aliada para o alívio de desconfortos de maneira natural.
Quando feita regularmente e de forma orientada, ela promove a melhora da circulação sanguínea, reduz a rigidez muscular, fortalece estruturas de sustentação do corpo e favorece o equilíbrio das articulações.
Além disso, o movimento age no sistema nervoso central, ajudando a “regular” os circuitos que processam a dor. Em pessoas que sofrem com dores crônicas, o cérebro costuma permanecer em um estado de alerta exagerado, o que pode ser aliviado com a prática de exercícios.
Atividade física libera analgésicos naturais?
A prática de atividade física favorece a liberação de substâncias conhecidas como analgésicos naturais, entre elas, endorfinas, endocanabinoides e serotonina.
Esse efeito pode colaborar para o alívio de dores e também para a melhora do estado emocional, trazendo uma redução do estresse, da ansiedade e das tensões
A liberação dessas substâncias pode começar poucos minutos após o início do exercício, especialmente quando a atividade atinge intensidade leve a moderada e é mantida de forma contínua.
Em geral, entre 10 e 20 minutos já é possível observar esse efeito bioquímico no organismo. Com a prática regular, o corpo passa a responder de maneira ainda mais eficiente, prolongando o efeito analgésico mesmo após o término da atividade.
Essa liberação acontece com qualquer tipo de exercício ou alguns são mais eficazes para aliviar a dor?
A liberação dos “analgésicos naturais” ocorre durante diferentes modalidades, entretanto, existem algumas opções que podem ser classificadas como mais eficazes e seguras para quem apresenta dor crônica.
As atividades aeróbicas de baixo impacto, por exemplo, caminhada, natação e hidroginástica, são bastante indicadas, assim como os exercícios de fortalecimento muscular e o alongamento, desde que adaptados às necessidades de cada pessoa.
É fundamental focar na regularidade e na adequação da intensidade dos treinos, evitando exercícios extenuantes e feitos sem orientação, que podem até mesmo causar uma piora das dores.
Dra. Ana Flávia Vieira Leite, médica anestesiologista e referência no tratamento da dor crônica
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