Cacau: ele é o vilão ou o mocinho da sua dieta?

Saiba como o alimento nutritivo que as antigas civilizações usavam como medicinal pode ter a dose certa na sua dieta

Por Maraísa Bueno 26 mar 2026, 22h00 •
Neste Dia do Cacau, saiba como o alimento nutritivo que as antigas civilizações usavam como medicinal pode ter a dose certa na sua dieta
Neste Dia do Cacau, saiba como o alimento nutritivo que as antigas civilizações usavam como medicinal pode ter a dose certa na sua dieta (freepik/Freepik)
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  • Que o chocolate é o alimento polêmico no universo das dietas, a gente já sabe. Mas, o que não sabemos é que, o cacau, em sua forma pura, está sendo redescoberto pela ciência como um dos complexos biológicos mais poderosos da natureza. Mas cuidado: nem tudo que brilha na prateleira do supermercado entrega o que o fruto promete.

     

     

    A nutricionista, Marinna Reis, que atende no centro clínico Órion Complex, em Goiânia, explica por que o cacau pode ser um aliado da saúde moderna. O segredo reside nos seus compostos bioativos, especialmente os flavonóides. Diferente de um alimento comum, ele atua em múltiplas frentes do organismo.

    “O cacau é extremamente rico em compostos bioativos, especialmente os flavonóides, que exercem uma potente ação antioxidante no organismo. Na prática, isso se traduz em benefícios importantes, como ação anti-inflamatória e redução do risco de diversas doenças crônicas, incluindo câncer, alterações metabólicas e doenças cardiovasculares”, explica a nutricionista.

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    Além do corpo, a mente também agradece. A nutricionista, Marinna, destaca que o fruto é um aliado no combate à fadiga mental, melhora o humor e pode até prevenir o declínio cognitivo, como a demência.

    Cacau x Chocolate

    Muitas pessoas acreditam estar consumindo saúde ao comer um chocolate comum, mas a realidade técnica é outra. Existe uma diferença crucial entre o fruto e o produto industrializado. Pela legislação brasileira, o Cacau é o produto puro, enquanto o Chocolate é uma mistura que leva açúcar e leite.

    A perda nutricional no processo industrial é drástica, como alerta a especialista. “Durante a etapa de fermentação para fazer o chocolate, perde-se, em média, 70% dos flavonoides. Ao escolher o cacau mais puro, você garante uma dose maior dessas substâncias que protegem o corpo, as quais acabam sendo reduzidas no chocolate comum para diminuir o amargor”, diz a nutricionista Yumi Kuramoto.

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    Entenda que há a dose certa

    Apesar de ser um “remédio natural”, o cacau não é isento de cuidados. Por conter teobromina e cafeína, ele possui um efeito estimulante que exige moderação.”Grupos como idosos, gestantes e crianças devem ter um cuidado maior em relação à quantidade e à frequência de consumo”, pontua a nutricionista Marinna.

    A ciência moderna está apenas “carimbando” o que civilizações antigas já praticavam. Muito antes dos laboratórios, os Maias e Astecas utilizavam o cacau como um item medicinal documentado. Eles tratavam desde inflamações até dores no peito com o fruto. Hoje, ao escolher um cacau em pó ou um chocolate com alto teor de pureza, você não está apenas fazendo um lanche; está honrando uma tradição milenar de cura e bem-estar.

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