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Receber um treino personalizado em poucos segundos parece tentador. Hoje, aplicativos e chatbots conseguem criar rotinas completas a partir de algumas informações básicas.
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Mas será que a inteligência artificial consegue substituir um profissional de educação física? A resposta é: ainda não completamente.
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Pesquisadores da USP observaram que as pessoas respondem de formas diferentes aos estímulos relacionados ao exercício físico. Quando as recomendações são adaptadas ao perfil de cada indivíduo, a adesão aos treinos tende a aumentar.
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Esse é justamente um dos pontos fortes da IA. Ela consegue analisar informações rapidamente e criar sugestões personalizadas em poucos segundos.
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Além disso, muitas plataformas acompanham progresso, ajustam metas e se conectam a relógios inteligentes para monitorar dados como frequência cardíaca e gasto calórico.
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O problema é que a tecnologia ainda tem limitações importantes. Histórico de lesões, dores, limitações articulares e alterações posturais nem sempre são avaliados de forma adequada por algoritmos.
Tauan Gomes Personal trainer e educador físico
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Por isso, a inteligência artificial pode ser uma ótima ferramenta para organizar treinos e incentivar a prática de exercícios. Mas ainda deve ser vista como complemento, não como substituta da orientação profissional.
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Quando existe um objetivo específico, histórico de lesões ou necessidade de um planejamento mais detalhado, o acompanhamento de um educador físico continua sendo a opção mais segura.