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Olhar para o relógio durante o treino e encontrar os batimentos lá em cima pode dar a impressão de que você está queimando mais calorias. Mas essa relação não é tão simples.
Durante exercícios como corrida e ciclismo, o coração acelera para levar mais oxigênio aos músculos. Nesse contexto, batimentos mais altos costumam acompanhar um esforço maior e, consequentemente, um gasto energético mais elevado por minuto.
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Um estudo publicado na PLOS ONE, com 290 adultos, encontrou uma forte relação entre frequência cardíaca e gasto energético. Porém, o mesmo número de batimentos não representa o mesmo gasto calórico para todos.
O coração também pode acelerar por outros motivos. Calor, desidratação, ansiedade e cafeína são alguns fatores capazes de elevar os batimentos sem aumentar proporcionalmente o esforço físico.
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Nem sempre! Um estudo da Universidade Stanford avaliou sete dispositivos e descobriu que nenhum estimou o gasto energético com erro inferior a 20%. Os valores exibidos são estimativas, não medições diretas.
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Portanto, sentir o coração disparar não significa necessariamente que você está queimando mais calorias. O tipo de exercício, sua duração e a intensidade real do esforço também entram nessa conta.
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Se o coração dispara frequentemente em repouso, vale procurar avaliação médica. Palpitações acompanhadas de dor no peito, falta de ar intensa ou desmaio exigem atendimento de emergência.