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Atividade física e enxaqueca: quando o exercício faz bem e quando deve  ser evitado

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Que exercício físico é um grande aliado para melhorar a qualidade de vida e reduzir dores, isso já não é novidade.

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Mas, quando se trata da relação entre atividade física e enxaqueca, também é verdade, mas com algumas ressalvas.

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O exercício não é apenas aliado: ele é parte ativa do tratamento.

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O exercício diminui a dor e ajuda no controle da doença, principalmente o exercício aeróbico. E funciona como tratamento.

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Mas quando o paciente está com dor moderada e com a doença crônica, o exercício pode passar a ser um gatilho e o paciente muitas vezes precisa tomar remédio para fazer  atividade física.

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“Com o tratamento adequado para a enxaqueca nesses pacientes, o exercício é liberado de forma progressiva e será sempre útil para auxiliar no tratamento da enxaqueca”

Dr. Thiago de Paula neurologista

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Mas a atividade física não é um tratamento isolado  para a enxaqueca.

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A doença precisa ser diagnosticada e tratada por um neurologista que entenda  a condição.

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Hoje, temos medicamentos como anticorpos monoclonais, considerados de primeira-linha para a enxaqueca.

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Eles bloqueiam o efeito do peptídeo relacionado ao gene da calcitonina (CGRP), que contribui para a inflamação e transmissão de dor e está presente em maiores níveis em pacientes  com enxaqueca.

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Em pacientes com enxaqueca crônica mais grave, a combinação da toxina botulínica com os anti-CGRPs tem se mostrado mais eficaz do que o uso isolado  dessas terapias.

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“Com a evolução esperada do tratamento, a atividade física ajudará a promover qualidade de vida e diminuir as crises do paciente.”

Dr. Thiago de Paula neurologista

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