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Muitas pessoas percebem o aumento da frequência urinária durante o inverno. E isso tem uma explicação fisiológica.
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Quando a temperatura cai, ocorre a chamada vasoconstrição periférica. O organismo reduz o fluxo sanguíneo para mãos e pés e direciona mais sangue para a região central do corpo.
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Com mais sangue circulando na região central, a pressão arterial sobe temporariamente. Como resposta, os rins aumentam a produção de urina para eliminar parte desse líquido. Esse fenômeno é chamado de diurese induzida pelo frio.
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O frio reduz temporariamente a liberação do hormônio antidiurético (ADH), também conhecido como vasopressina. Como ele ajuda os rins a reter água, sua redução favorece a eliminação de líquidos.
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Durante o inverno, a sensação de sede costuma diminuir. O problema é que o corpo continua perdendo água diariamente, mesmo sem calor intenso ou suor excessivo.
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É ai que acontece o paradoxo. Você urina mais, mas também bebe menos água. O resultado pode ser um quadro de desidratação leve sem que a pessoa perceba.
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Quando a hidratação fica insuficiente, o organismo ativa mecanismos de defesa para preservar a água disponível. Nessa situação, a retenção de líquidos pode aumentar.
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Nos primeiros momentos de exposição ao frio, a tendência é eliminar mais água. Mas, se a hidratação não acompanhar essa perda, o corpo pode fazer exatamente o oposto e aumentar a retenção..
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O inverno não faz o corpo “secar” sozinho. Continuar bebendo água ao longo do dia é essencial para evitar desidratação, manter o desempenho físico e favorecer a recuperação muscular.